O ex-candidato à presidência da Colômbia Iván Cepeda anunciou nesta quinta-feira que apresentará um direito de petição dirigido à procuradora-geral da nação, Luz Adriana Camargo, depois de afirmar que recebeu dados sobre uma possível investigação da Procuradoria com a qual se tentaria relacioná-lo a ele e ao presidente saindo, Gustavo Petro, com o narcotráfico.
"Solicito que se sirva informar-me se atualmente a Procuradoria, em coordenação com a Administração de Controle de Drogas, DEA (a agência antinarcóticos dos Estados Unidos), está realizando algum tipo de indagação ou averiguação com a qual se pretenda vincular-nos com o narcotráfico ao senhor presidente da República, Gustavo Petro Urrego, e a mim, apesar de não ter competência para realizar ações contra nós", precisou Cepeda em uma mensagem nas redes.
Assim, Cepeda levantou se "está se preparando um novo entrampamento judicial" contra Petro e contra ele, depois de apontar que teve acesso a informações "de uma fonte" que considera "verídica" sobre as supostas investigações que diz suspeitar.
De acordo com a normativa colombiana, o direito de petição é a ferramenta jurídica que permite a qualquer cidadão elevar solicitações perante organismos públicos ou entidades, seja por motivos de interesse geral ou de caráter particular.
Por outro lado, o chefe de Estado saindo, Gustavo Petro, alertou que "se um grupo da Procuradoria constrói um entrampamento" para ambos "neste momento" estará "quebrando completamente a Constituição" do país.
"Ninguém deve construir provas falsas, nem a Procuradoria pode fazê-lo contra o presidente e o senador", acrescentou o mandatário em uma mensagem publicada nas redes sociais.