A presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, reiterou nesta quarta-feira que "haverá processo eleitoral" no país quando, em sua opinião, a Venezuela estiver em condições de celebrá-lo, sublinhando que trabalhou "sem descanso" para que esse cenário se materialize "quando for o momento".
Em uma aparição diante da imprensa em Caracas, junto ao secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright —de visita após o recente acordo petrolífero assinado entre os dois países—, Rodríguez ressaltou que "haverá processo eleitoral, mas nas condições em que a Venezuela estiver preparada".
Durante essa coletiva de imprensa, a chefe interina de Miraflores destacou que na Venezuela "há uma Constituição e um sistema eleitoral e democrático previsto na Constituição", enfatizando que, embora não lhe competisse fixar a data das eleições, pode assegurar que trabalhou "sem descanso" desde que assumiu a Presidência interina.
"Desde o mês de janeiro, a primeira coisa que fiz foi chamar à convivência democrática, porque o caminho que a Venezuela havia tomado não era uma questão de eleições", apontou, defendendo que o país transitava por um caminho "onde o extremismo não vê benefícios" em "tremendos" acordos energéticos como o alcançado com os Estados Unidos, um contexto em que "a intolerância se impôs nas relações" e "o ódio não permite ver o outro".
A seguir, Rodríguez ressaltou que sua equipe continua trabalhando "com as autoridades" para que "definitivamente se levante o sistema de sanções e a economia venezuelana, o desenvolvimento social da Venezuela possa ocorrer sem nenhuma dificuldade".
Trump afirma que a Venezuela "não está preparada" para votar
Na mesma quarta-feira, em outra coletiva de imprensa do Salão Oval, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciou sobre a situação venezuelana e manifestou que, por enquanto, o país não reúne as condições necessárias para realizar eleições.
"Não acho que estejam preparados ainda", afirmou o mandatário, que logo em seguida se gabou de ter "libertado de uma ditadura" o povo venezuelano, assegurando que agora se dá "muito bem" com o Executivo liderado por Delcy Rodríguez, que, destacou, "está fazendo um trabalho muito, muito bom".
Ao aprofundar-se em sua postura, Trump lembrou que na Venezuela existia "uma ditadura muito poderosa e muito desagradável" até que, em janeiro deste ano, o presidente Nicolás Maduro foi capturado em um ataque americano sobre Caracas. Segundo explicou, embora Rodríguez "queira" convocar eleições no país, "ainda não estão preparados para isso", embora tenha previsto que "estarão em breve" e acrescentou que sua Administração está "ansiosa para fazer e em breve".