Díaz-Canel afirma que Cuba sairá vitoriosa do bloqueio dos EUA apesar das novas sanções

Díaz-Canel promete que Cuba resistirá e vencerá o bloqueio dos EUA apesar do novo pacote de sanções financeiras e comerciais contra a ilha.

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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reiterou sua confiança de que o país "sairá vitorioso" frente ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos, uma política que Havana censurou em numerosas ocasiões, inclusive diante do recente pacote de sanções com o qual Washington busca aumentar a pressão sobre a ilha.

"Os algozes parecem ter escolhido as quintas-feiras para tornar públicas suas listas negras com nomes de pessoas e instituições cujo único crime é servir a Cuba, enfrentando o bloqueio genocida", lamentou Díaz-Canel em uma mensagem divulgada nas redes sociais, aludindo à frequência com que essas medidas são anunciadas.

Após o último anúncio do Departamento do Tesouro, tornado público na quinta-feira, o mandatário insistiu que "saberemos resistir e vencer. E os Estados Unidos ficarão na vergonhosa lista de genocidas", reforçando assim seu discurso de resistência frente à pressão estadunidense.

Na véspera, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, havia denunciado que essas medidas respondem ao "propósito deliberado" dos Estados Unidos de prejudicar a economia nacional e obstruir a capacidade do Governo de garantir os serviços básicos à cidadania.

Nesse mesmo dia, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções direcionadas contra três pessoas e nove empresas e entidades de Cuba, entre elas o Ministério da Construção, ampliando assim o alcance das restrições econômicas.

As autoridades estadunidenses incluíram ainda quatro empresas do setor metalúrgico e mineral que, segundo Washington, operam "em benefício do regime": Acinox Comercial, Geominsal, Metalcuba e Empresa de níquel comandante Ernesto Che Guevara.

No final de janeiro, a Administração estadunidense já havia autorizado a aplicação de tarifas sobre as importações provenientes de países que fornecem petróleo a Cuba e declarou estado de emergência diante de uma suposta ameaça à sua segurança nacional, uma decisão que, de acordo com as autoridades cubanas, aprofundou a escassez de combustível na ilha.