O primeiro-ministro do Kosovo, Albin Kurti, e o líder da principal força opositora, Lumir Abdixhiku, alcançaram um acordo para apresentar Bekim Sejdiu como candidato de consenso à Chefia do Estado, após seis meses de paralisia institucional e com o objetivo de evitar novas eleições antecipadas.
Diante da iminente possibilidade de dissolver o Parlamento, o partido governante Autodeterminação e a opositora Liga Democrática do Kosovo (LDK) decidiram apoiar a eleição de Sejdiu como presidente. Sejdiu atuou como juiz do Tribunal Constitucional entre 2015 e 2021, além de ter exercido a função de embaixador do Kosovo na Turquia e cônsul geral em Nova Iorque.
"Sinto-me honrado pela confiança que ambas as partes me concederam; é uma grande honra. Consciente do peso e da responsabilidade que envolve o cargo de presidente, e também levando em conta o contexto político atual, coloquei-me a serviço da República e de nossos cidadãos", manifestou Sejdiu em uma coletiva conjunta diante da imprensa ao lado de Kurti e Abdixhiku.
O pacto chega após várias semanas de negociações entre ambas as formações, iniciadas depois que o mandato constitucional da presidenta Vjosa Osmani terminou oficialmente no mês passado de abril. Desde então, a presidenta da Assembleia, Albulena Haxhiu, exerce a chefia do Estado de forma interina durante um período de seis meses.
O partido de Kurti venceu as eleições legislativas realizadas em junho, embora não disponha da maioria qualificada de dois terços necessária para designar o chefe do Estado. As eleições anteriores, as terceiras em um mesmo ano, foram convocadas precisamente devido ao bloqueio político existente.