Hamás confirma que concorrerá às eleições legislativas de novembro na Palestina

Hamás confirma que concorrerá às legislativas palestinas de novembro e negocia uma ampla coalizão para o Conselho Legislativo após duas décadas sem eleições.

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O Movimento de Resistência Islâmica, Hamás, confirmou nesta quarta-feira que pretende concorrer às eleições legislativas convocadas na Palestina para o dia 28 de novembro, umas eleições que, se finalmente se realizarem, serão as primeiras desse tipo em cerca de vinte anos após uma longa série de adiamentos.

"Hamás participará das eleições dentro da coalizão nacional mais ampla possível", destacou o responsável pelo escritório de Relações Nacionais do movimento, Husam Badran, em declarações à cadeia de televisão Al Aqsa.

Badran explicou que o grupo islamista está "colaborando com numerosas facções palestinas para formar um bloco eleitoral que abranja um amplo espectro do povo palestino".

"Há um mês, começamos a realizar reuniões e a manter uma comunicação constante com diversas facções de todo o espectro palestino, com o objetivo de formar o maior bloco eleitoral nacional possível, unido por uma plataforma política acordada mutuamente", acrescentou o dirigente.

O alto cargo evitou detalhar possíveis vetos ou exclusões no âmbito dessas conversas, ao insistir que Hamás rejeita "o princípio de impor condições". "Hamás não tem poder de veto (...) para alcançar um consenso mínimo sobre um programa político", enfatizou.

No entanto, Badran sublinhou que a meta deste frente amplo é configurar um Conselho Legislativo — a Câmara única palestina criada após os Acordos de Oslo de 1993 — que "represente uma base nacional, crie na participação e atenda às necessidades do povo palestino".

Entre essas prioridades, mencionou a assistência à Faixa de Gaza, o apoio à Cisjordânia, "abordando a situação financeira, combatendo a expansão dos assentamentos" (...), assim como a restituição dos direitos dos "mártires" e dos presos e a "nacionalização" do sistema educacional.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, assinou no início de julho um decreto que fixa o dia 28 de novembro como data para a realização das legislativas, convocando a população da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e de Jerusalém Leste às urnas.

Palestina já celebrou em 25 de abril umas eleições para renovar os conselhos locais, uma data em que, no caso da Faixa de Gaza, só se votou em Deir al Balá (centro). Essa jornada eleitoral representou a primeira votação em mais de vinte anos no enclave, onde vigora um frágil cessar-fogo desde outubro de 2025, após mais de dois anos de ofensiva militar israelense.

As últimas eleições parlamentares datam de 2006 e concluíram com a vitória da lista Mudança e Reforma, integrada por candidatos do Hamás, tanto em Gaza quanto na Cisjordânia —incluindo Jerusalém Leste—. O resultado foi rejeitado por Israel e Estados Unidos, com o apoio da própria Autoridade Palestina, o que posteriormente resultou em uma ruptura administrativa e territorial após um conflito interno entre facções palestinas.

Desde então não foram organizadas eleições em Gaza, enquanto na Cisjordânia apenas foram realizadas datas locais —em 2012, 2017 e 2022—. As presidenciais e legislativas foram adiadas em repetidas ocasiões, alimentando as dúvidas sobre a legitimidade do mandato de Abbas, a quem seus rivais acusam de carecer de autoridade para representar o povo palestino.

O movimento palestino Hamás participará das próximas eleições ao Conselho Legislativo Palestino, declarou nesta quarta-feira um alto cargo do escritório político do movimento, Husam Badran.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abás, emitiu em 9 de julho um decreto que convoca as eleições legislativas para 28 de novembro de 2026.

Também comentou que, junto com as facções palestinas, Hamás está trabalhando na criação de um bloco eleitoral que representará os interesses de diferentes grupos da sociedade palestina.

O Conselho Legislativo Palestino é . Em 2018 Mahmud Abás dissolveu oficialmente o Parlamento e desde então não foram realizadas eleições nem funcionou de fato o Legislativo. (Sputnik)

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