O TSE do Brasil freia parte da campanha do ultradireitista Renan Santos por irregularidades nas redes

O TSE brasileiro bloqueia parte da campanha de Renan Santos por ocultar perfis em redes sociais e retratar o controle de sua propaganda.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil ordenou nesta segunda-feira a paralisação de uma parte da campanha eleitoral do aspirante ultradireitista Renan Santos, do partido Missao, ao detectar irregularidades na inscrição de seus perfis de redes sociais perante a Justiça eleitoral.

O magistrado do TSE, Dias Toffoli, apontou que tanto Santos quanto seu candidato à Vice-Presidência, Aroldo Medina, omitiram "de forma estratégica" declarar todas as contas em redes sociais utilizadas em sua estratégia eleitoral no momento de registrar oficialmente sua candidatura.

"As redes não informadas se beneficiam de algoritmos opacos e eludem o controle social e legal. Se disfarçam de usuários comuns e correntes, operando nas margens do espaço legítimo para o debate no ambiente digital", explicou, segundo publicou o jornal 'O Globo'.

O juiz sublinhou que, embora os candidatos comunicaram a existência desses perfis 12 dias após apresentar o pedido de registro, esse atraso dificultou a fiscalização da propaganda eleitoral e permitiu que operassem contas não associadas de forma oficial à campanha.

Com esta decisão, fica suspenso o desembolso de recursos públicos por parte das autoridades eleitorais para a campanha de Santos e Medina, assim como sua participação em debates radiofônicos e televisivos. No entanto, a resolução não os impede de continuar realizando atos de rua, como a distribuição de folhetos e o contato direto com os eleitores.