O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sublinhou diante da Coreia do Sul a importância de manter uma "coordenação estreita" entre ambos os aliados, depois que Washington anunciou a redução de seus exercícios militares conjuntos, justificando-a na melhoria dos vínculos com a Coreia do Norte e que a guerra no Irã é agora a prioridade estratégica para suas Forças Armadas.
Rubio manteve uma conversa telefônica com seu homólogo sul-coreano, Cho Hyun, a quem transmitiu "a necessidade de que ambos os países mantenham uma coordenação estreita em assuntos que são integrais para a aliança", conforme explicou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Thomas Pigott, em um sucinto comunicado divulgado após o contato.
Após a chamada, o Ministério das Relações Exteriores sul-coreano apontou que ambos os responsáveis "trocou opiniões sobre as relações entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, a questão da península da Coreia e assuntos globais", e sublinhou que "confirmaram uma compreensão mútua de que uma comunicação estreita é mais importante do que nunca, diante das recentes reviravoltas no contexto internacional".
Nessa linha, Seul destacou que os dois diplomatas "acordaram unir seus conhecimentos para fortalecer ainda mais a relação entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, alcançando resultados mutuamente benéficos em relação a diversos assuntos pendentes, incluindo os acordos tarifários e de investimento, a construção naval e a cooperação em matéria de segurança".
O comunicado do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano acrescentou igualmente que ambos "acordaram manter uma comunicação estreita e uma cooperação" com o objetivo de alcançar "a paz na península da Coreia e a resolução da questão nuclear norte-coreana, mantendo além disso uma sólida postura defensiva combinada".
"Cho afirmou que o Governo sul-coreano faria todo o possível para garantir que a recente mensagem do presidente (americano, Donald) Trump conduza à reabertura do diálogo entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos e à paz na península coreana", detalhou a nota, que também indicou que ambos "acordaram se reunir pessoalmente em um futuro próximo", sem oferecer um calendário concreto.
A conversa ocorreu poucas horas depois que os Estados Unidos suspenderam manobras militares anfíbias conjuntas com Seul, após um acordo entre os dois governos para reduzir esse tipo de exercícios a pedido de Trump, que afirmou ter ordenado ao Pentágono diminuir "substancialmente" essas atividades, apelando para a "muito boa relação" que mantém com o líder norte-coreano, Kim Jong Un.