O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que solicitou diretamente ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, a libertação de Stephen Hubbard, um cidadão americano de 75 anos encarcerado na Rússia e acusado de ter participado na guerra na Ucrânia como "mercenário" integrado nas forças ucranianas.
"Estive conversando com o presidente Putin sobre Hubbard. Falei com ele detalhadamente. Pedi que o colocasse em liberdade", indicou durante uma coletiva de imprensa.
O dirigente americano sublinhou que "(ele) adoraria que voltasse" ao território norte-americano. "Vamos ver o que acontece. Já é hora de o senhor Hubbard voltar", considerou, deixando no ar a possibilidade de um próximo desfecho.
Questionado pela imprensa sobre um possível "acordo" para conseguir a libertação do professor americano, Trump respondeu que "ninguém mais foi capaz de fazê-lo".
"Não quero falar sobre isso, mas todo mundo está atrás de Hubbard há muito tempo, muito antes de eu chegar aqui. E lembrem-se dessa pergunta dentro de alguns dias (...) Faço coisas que ninguém mais pode fazer. Odeio dizer isso. Então já veremos o que acontece. Estamos focados em Hubbard, e não damos 6 bilhões de dólares como (o ex-presidente Joe) Biden", acrescentou Trump.
As autoridades russas sustentam que Hubbard participou do conflito com a Ucrânia como "mercenário" em apoio às tropas ucranianas. Um tribunal russo o condenou a seis anos e dez meses de prisão em um processo realizado a portas fechadas em outubro de 2024.