A Junta sustenta que a ajuda de 25 milhões para Ceuta apoiada por Andaluzia "não infringe" o pacto entre PP-A e Vox

A Junta da Andaluzia defende que a ajuda de 25 milhões para Ceuta não viola o pacto de governo de estabilidade assinado entre PP-A e Vox.

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O Governo da Junta da Andaluzia reiterou este sábado que a ajuda extraordinária de 25 milhões de euros aprovada esta semana, com o apoio da Andaluzia, no âmbito da Conferência Setorial de Infância e Adolescência — que integra o Governo central e as comunidades autónomas — "não representa nenhum descumprimento do acordo para a estabilidade e o governo da Andaluzia assinado em julho" entre o PP-A e o Vox, que possibilitou a terceira investidura de Juanma Moreno como presidente da Junta.

Fontes do Executivo autonômico destacaram que esses 25 milhões de euros destinados a Ceuta "estão especificamente destinados a reforçar a atenção aos menores migrantes não acompanhados na cidade autônoma" mencionada.

Desde a Junta explicam que a Andaluzia "votou a favor desta ajuda extraordinária para Ceuta na Conferência Setorial de Infância e Adolescência realizada esta quinta-feira para que Ceuta disponha dos recursos necessários para atender em seu território a esses menores, em um exercício de responsabilidade e solidariedade, diante da situação de especial pressão que atravessa Ceuta".

O Governo andaluz insiste igualmente que "o acordo de estabilidade -- entre PP-A e Vox -- será cumprido nos termos pactuados".

Esta declaração do Executivo ocorre um dia depois de que o vice-presidente segundo e conselheiro de Turismo, Justiça, Desregulação e Administração Local, Manuel Gavira (Vox), indicasse, a perguntas da imprensa em Montilla (Córdoba), que o Governo andaluz teria se posicionado contra esse crédito extraordinário de 25 milhões de euros se o Vox detivesse a competência sobre esta matéria no seio do Executivo autonômico.

Na reunião da Conferência Setorial de Infância e Adolescência não assistiram representantes dos governos de Aragão, Extremadura e Castela e Leão, executivos autonômicos nos quais o PP governa em coalizão com o Vox, formação que nessas comunidades sim gerencia as competências relativas a esta questão dos menores, ao contrário do que ocorre na Andaluzia, onde PP e Vox também compartilham governo na presente legislatura.

Assim o expressou Manuel Gavira esta sexta-feira quando, ao ser questionado pelos jornalistas sobre a citada ajuda de 25 milhões de euros, apontou que "se este humilde conselheiro -- em referência a ele mesmo -- tivesse essa competência, teria votado igual" que seus "companheiros em Aragão, na Extremadura e em Castela e Leão".

Nesta linha, acrescentou que "a competência" sobre este assunto "a tem o Partido Popular" no Governo andaluz, através da Consejería de Serviços Sociais que dirige Loles López, para insistir a seguir que "se a competência a tivesse tido" seu departamento, desde a Junta teriam "se oposto" a dito acordo.