A União de Militares de Tropa (UMT) expressou "a sua mais enérgica repulsa e indignação" diante da "emboscada sofrida por pessoal militar destacado em Ceuta", uns efetivos que, segundo detalha a associação, "foram apedrejados e agredidos violentamente durante o cumprimento de sua missão".
Segundo a Chefatura Superior de Polícia, "doze migrantes de nacionalidade marroquina foram detidos esta madrugada em Ceuta após supostamente participarem de uma agressão contra quatro militares na zona de Benzú", onde um grupo de entre 30 e 40 pessoas lhes teria tendido uma emboscada e lançado pedras de grande tamanho, causando-lhes lesões.
Para a UMT, resulta "inadmissível a situação de indefensão operacional e jurídica à qual se submete os membros das Forças Armadas", sublinhando igualmente a ausência de "um marco normativo claro e de regras de enfrentamento que garantam sua segurança física e lhes concedam capacidade de resposta proporcional diante de agressões dessa gravidade".
Em sua nota pública, a organização lembra que "há mais de dez dias alertaram formalmente sobre o risco real ao qual se expunham as dotações destacadas na zona". "Lamentavelmente, a inação do Ministério da Defesa e a falta de previsão resultaram em um evento que pôde e deveria ter sido evitado", destacou a UMT.
A União de Militares de Tropa considera igualmente inaceitável que se exija aos efetivos destacados a custódia da segurança nacional "enquanto se lhes negam os meios de autoproteção e a cobertura jurídica necessária para agir".
Por este motivo, a associação reclama ao departamento que dirige Margarita Robles uma "revisão imediata e urgente dos protocolos de segurança e do marco legal de atuação" das Forças Armadas, lembrando que "aqueles que têm a proteção do Estado não podem permanecer desamparados por sua própria administração".