O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, informou que em Ceuta já foram realizadas 100 expulsões vinculadas à comissão de delitos e especificou que, das 17 agressões sexuais registradas na cidade autônoma, sete têm a consideração de violação.
"Estamos já trabalhando e com uma preocupação muito clara nas pessoas mais vulneráveis e o que se referiu das agressões sexuais que temos sete agressões sexuais constitutivas de violação até o dia de hoje e 10 outro tipo de agressão sexual não constitutiva do que conhecemos como violação. E é uma preocupação a proteção de todos esses coletivos vulneráveis", assegurou.
Essas manifestações foram realizadas na Comissão de Interior do Congresso dos Deputados, onde compareceu nesta sexta-feira, 28 de agosto, para prestar contas sobre sua atuação após a entrada maciça de estrangeiros em Ceuta no dia 30 de julho passado.
Em relação às vítimas, destacou que se trata de mulheres "principalmente vulneráveis". "Não vou identificar em mais termos porque não acho que seja também imprescindível, são pessoas, mulheres principalmente vulneráveis nesses termos", indicou.
Em paralelo, nesta quinta-feira, a procuradora geral do Estado, Teresa Peramato, lembrou diante da imprensa em Ceuta que constam registradas 16 agressões sexuais, com a maioria das vítimas menores de idade. "O que nos comentou a procuradora chefe (de Ceuta) é que ocorreu, verdadeiramente, um aumento de algumas categorias delitivas. No último relatório que recebemos foram registradas 16 agressões sexuais com 17 vítimas, 16 delas mulheres, a maioria menores de idade", apontou Peramato.
Por outro lado, Marlaska sublinhou que "qualquer comissão de um delito implica o pedido à autoridade judicial" para solicitar a expulsão do território nacional das pessoas implicadas.
Segundo explicou o responsável pelo Interior, essa expulsão é executada bem mediante a substituição da pena pela saída obrigatória do país após a realização de julgamentos rápidos, ou bem através de um expediente administrativo previsto na Lei de Estrangeiros, que requer autorização judicial quando não se realiza esse julgamento rápido. Nesse contexto, insistiu que esse mecanismo já está em andamento e que, até agora, foram expulsas mais de 100 pessoas.
Durante a sua intervenção na Comissão do Interior, o ministro também indicou que o número de menores registrados em Ceuta antes de 30 de julho "chegou a ser próximo de 800".
Além disso, situou em 5.000 o número de migrantes que permanecem atualmente em Ceuta e em 1.500 a cifra de menores de idade. Além disso, revelou que as autoridades marroquinas frearam até agora em 2026 mais de 2.700 saídas irregulares por mar com destino às costas espanholas.