O Governo reivindica que deu a cara e reforçou meios diante da crise migratória em Ceuta

Óscar López afirma que Sánchez tem liderado a gestão da crise em Ceuta e que o Governo tem multiplicado recursos e efetivos apesar das críticas.

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O ministro para a Transformação Digital e da Função Pública, o socialista Óscar López, defende que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, assumiu pessoalmente a direção da resposta à crise migratória em Ceuta e reforçou de forma notável tanto os recursos econômicos quanto os efetivos desdobrados após a chegada de dezenas de milhares de pessoas à cidade autônoma.

Em uma coletiva de imprensa diante dos meios de comunicação na sede do Ministério, López sublinhou que o Executivo central "deu a cara" e colocou "todos os recursos que eram necessários", um dia depois da manifestação realizada na cidade autônoma —encabeçada pelo presidente ceutí, Juan Jesús Vivas (PP)— na qual cerca de 15.000 pessoas exigiram "respostas" do Governo e das instituições europeias.

O dirigente do PSOE indicou que "respeita" qualquer protesto cidadão, mas insistiu que o Governo central "multiplicou os recursos em Ceuta" para enfrentar esta crise, "não apenas recursos econômicos, mas também efetivos", conforme destacou.

Além disso, colocou como exemplo a presença nesta segunda-feira do ministro de Política Territorial, Ángel Víctor Torres, que se deslocou à cidade para se reunir com Vivas, como demonstração de que o Executivo continua trabalhando de forma coordenada com o restante das administrações implicadas.

Em relação à acolhida dos menores não acompanhados que entraram em Ceuta durante a travessia maciça do passado 30 de julho, López lembrou às comunidades autônomas governadas pelo PP que estão obrigadas a participar na distribuição desses menores.

O PP e suas discrepâncias com Vox

O ministro foi questionado pela negativa de vários conselheiros autonômicos do Vox —Extremadura, Castilla e León e Aragón— em assistir à reunião desta quinta-feira, na qual está previsto fechar a distribuição dos menores não acompanhados entre as distintas comunidades autônomas.

A respeito, ressaltou que a normativa vigente estabelece uma distribuição solidária baseada em critérios objetivos e que as autonomias governadas pelo PP devem se ajustar a essa obrigação. "O PP tem seus problemas com Vox, mas terá que resolvê-los porque é preciso cumprir a lei", destacou.

Por último, optou por não entrar em avaliações sobre o alerta divulgado pelo sindicato policial Jupol acerca da possível entrada de uma dezena de jihadistas durante a travessia massiva para Ceuta que ainda permaneceriam em território nacional. "Não tenho essa informação", indicou.

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