O PSOE acusa o PP de usar a visita de Aznar a Ceuta para avivar o conflito e arranhar votos

Rebeca Torró acusa o PP de usar a visita de Aznar a Ceuta para avivar a crise migratória, buscar retorno eleitoral e tensionar a confrontação política.

2 minutos

fotonoticia 20260827155808 1920
Adicione DEMOCRAT no Google

Publicado

2 minutos

A secretária de Organização do PSOE, Rebeca Torró, responsabilizou nesta quinta-feira o PP por instrumentalizar a viagem do ex-presidente do Governo José María Aznar a Ceuta para "avivar o conflito" gerado pela crise migratória, "arranhar votos" e marcar "o caminho para Feijóo".

Em uma mensagem divulgada em seu perfil no X, Torró denunciou que o PP deslocou a Ceuta o "senhor da guerra", a quem atribui um "currículo fúnebre e nefasto" na gestão de crises, aludindo, entre outros episódios, ao conflito do ilhéu de Perejil e ao sinistro do "Prestige".

A dirigente socialista também lembrou que o ex-presidente "popular" "nunca quis fazer, nem fez visita institucional alguma a Ceuta" quando ocupava a Presidência do Governo e insistiu que sua presença atual na cidade, 24 anos depois, responde exclusivamente a fins eleitorais. "Volta 24 anos depois para fazer o de sempre: pedir votos", sublinhou.

Segundo Torró, o PP aproveita a visita de Aznar para "jogar mais gasolina no conflito" e realizar um "uso partidário" da situação que atravessa Ceuta, com a intenção de exigir uma mudança de Executivo. "Isto é a marca Génova: a confrontação e o retorno eleitoral acima dos interesses dos cidadãos", afirmou.

A responsável de Organização do PSOE sustenta igualmente que o PP "há tempos deixou de ser um partido de Estado" e acusa seu presidente, Alberto Núñez Feijóo, de ter "delegado suas funções em Aznar". Para ela, essa decisão confirma que os "populares" optaram por transformar a situação de Ceuta em um cenário de choque com o Governo central, em vez de contribuir para reduzir a tensão.

CRÍTICAS PELO REPARTO DE MENORES

Em paralelo, Torró censurou a falta de solidariedade das comunidades autônomas governadas pelo PP com Ceuta no repartição de menores migrantes não acompanhados.

"É muito fácil ser patriota envolvendo-se em uma bandeira, mas quando se pediu solidariedade às comunidades do PP para acolher crianças e adolescentes vulneráveis, fecharam as portas para Ceuta", manifestou.

A socialista reivindicou a resposta do Executivo central e ressaltou que os socialistas "não apenas proclamam a solidariedade, mas a exercem". "O Governo da Espanha destinou à cidade de Ceuta todos os meios materiais e humanos necessários", defendeu, antes de ressaltar que o Executivo "esteve, está e estará com Ceuta até devolver a normalidade" aos ceutianos.