O presidente do Governo, Pedro Sánchez, afirmou esta quinta-feira que será investigado "até ao último detalhe" o acidente ferroviário que provocou pelo menos 69 mortos e que a segurança vai ser "reforçada para que não volte a acontecer".
Um dia depois da tragédia ferroviária em Urda (Toledo), originada pela colisão de dois comboios de alta velocidade, o chefe do Executivo sublinhou que o Governo central e o conjunto das instituições do Estado estão a trabalhar "dia e noite" para oferecer respostas aos familiares das vítimas e esclarecer o que aconteceu.
Sánchez fez estas declarações após assistir à reunião do centro de coordenação operacional integrado (Cecopi), o órgão que lidera a gestão do sinistro, na qual também participou o presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page.
Na jornada anterior, o presidente do Governo já tinha assinalado que "não é admissível" para um país como Espanha registar dois acidentes de alta velocidade -- ambos com um elevado número de mortos -- num mesmo ano e advertiu que, se se confirmarem "negligências", "acabará por se saber".
(SEGUIRÁ AMPLIAÇÃO)