Uma centena de pessoas se concentrou esta sexta-feira em frente à Delegação do Governo em Ceuta em uma mobilização na qual os participantes reivindicaram a unidade da cidade autônoma durante a crise migratória aberta após a entrada maciça de pessoas provenientes de Marrocos no final de julho.
Os participantes foram à praça portando cravos, bandeiras da Espanha e de Ceuta, além de camisetas do time de futebol local. Durante a concentração, os presentes gritaram em várias ocasiões o lema "Ceuta unida jamás será vencida".
A protesto reuniu pessoas de diferentes idades, incluindo crianças, em um ambiente marcado pelos símbolos da cidade. Após permanecer alguns minutos em frente à Delegação do Governo, os manifestantes iniciaram um percurso pelas ruas de Ceuta.
Durante a marcha, os participantes fizeram soar apitos enquanto avançavam pela cidade e se protegiam do calor das últimas horas da tarde com leques.
A tensão continua um mês depois da entrada maciça
A mobilização ocorre em um contexto marcado pela gestão da crise migratória que atravessa Ceuta desde o final de julho, quando dezenas de milhares de pessoas acessaram a cidade autônoma a partir de Marrocos. Desde então, as administrações têm desplegado diferentes dispositivos para atender às pessoas que permanecem em Ceuta, completar sua identificação e resolver sua situação administrativa.
Por sua parte, o Governo solicitou apoio à Frontex para reforçar as atividades de triagem e identificação daqueles que continuam na cidade, enquanto mantém a cooperação com Marrocos como um dos elementos centrais da resposta. Além disso, a situação também elevou a pressão política sobre o Executivo, que enfrentará no próximo 3 de setembro a comparecência do presidente do Governo, Pedro Sánchez, no Congresso para explicar a gestão da crise.
Enquanto isso, continuam os trabalhos administrativos e de acolhimento, Ceuta mantém aberto o debate sobre a resposta institucional, a segurança fronteiriça e a coordenação entre as diferentes administrações implicadas.