A porta-voz do Vox no Congresso, Pepa Rodríguez de Millán, denunciou esta quinta-feira que ao Governo "lhe interessa" que se produza "uma explosão social" em Ceuta, após a entrada massiva de imigrantes no final de julho, com o fim de "justificar" sua "capitulação" diante de Marrocos.
Rodríguez de Millán expressou-se nesses termos em declarações à imprensa na Câmara Baixa, após os incidentes das últimas horas e do aumento da tensão social na cidade autônoma. Centenas de vizinhos ceutianos concentraram-se para exigir a expulsão dos imigrantes e a Polícia prendeu doze deles por apedrejar militares, com um saldo de quatro soldados feridos.
A dirigente do Vox transmitiu o "respeito e apoio" de sua formação ao povo de Ceuta, que, em sua opinião, "está dando uma lição de dignidade" frente a um Governo "absolutamente indigno" para desempenhar suas funções. "Ao povo ceutiano mentiram e está defendendo o que é seu", sublinhou.
Críticas ao Executivo por sua relação com Marrocos
Nessa linha, a porta-voz parlamentar acusou o Executivo central de colocar os recursos da Espanha "a serviço do invasor marroquino" e de deixar "abandonados" os ceutianos. Por isso, exigiu ao Governo "submisso" que "se coloque frente" a Rabat, embora tenha lamentado que, em sua opinião, "foi estendida uma passadeira vermelha ao invasor". "Algum dia saberemos o que o PSOE deve a Marrocos", acrescentou.
Além disso, reclamou a repatriação de "todos" os imigrantes, "os que entraram antes e depois da invasão", para seus países de origem. "Até hoje não sabemos o número total de imigrantes que estão em Ceuta", criticou.
No que diz respeito à negativa do presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, em ceder os polidesportivos para a acolhida, a porta-voz do Vox insistiu que "a única alternativa possível" é "devolver os menores com seus pais".