O porta-voz nacional de Segurança e Imigração do Vox, Samuel Vázquez, denunciou que os espanhóis foram "abandonados à sua sorte" em Ceuta porque, segundo sustenta, na cidade autônoma "não há ninguém" para "proteger" os ceutianos.
Vázquez também criticou o presidente do Governo, Pedro Sánchez, a quem acusa de blindar "a si mesmo, à sua família, ao seu partido político, sua banda organizada e também os negócios que o mantêm no poder", manifestações que fez diante da imprensa em Ceuta, acompanhado pelo porta-voz do Vox na cidade, Juan Sergio Redondo.
Nessa linha, ele reprochou que "ninguém" no Executivo se ocupe de salvaguardar os espanhóis "nas enchentes, nem nos incêndios, nem na invasão migratória" e apontou que alguns dos migrantes que acessaram de forma irregular a Ceuta explicaram que se animaram a cruzar a fronteira após ouvir que "na Espanha estava se regularizando todo mundo".
Diante desse cenário, Vázquez insistiu que será o Vox quem defenderá "primeiro" os direitos humanos dos "filhos" dos espanhóis e, especialmente, os de suas "filhas", ao considerar que se trata do grupo cujos direitos estão "mais vulnerados".
Por outro lado, o presidente e porta-voz do Vox Ceuta, Juan Sergio Redondo, apontou que, apesar das "devoluções exprés que parece que estão agora fazendo a torto e a direito", na cidade continuam "centenas de pessoas vagando, gerando problemas e situações de conflito".