Ópticos-optometristas alertam para a importância de revisar a vista antes da operação saída por estrada

O Conselho de Ópticos-Optometristas insta a revisar a vista e usar óculos homologados antes da operação saída para reforçar a segurança viária.

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O presidente do Conselho Geral de Colégios de Ópticos-Optometristas da Espanha (CGCOO), Andrés Gené, lembra que a verificação do estado da visão "deveria fazer parte da preparação habitual de qualquer viagem", especialmente nos deslocamentos por estrada previstos em razão da operação saída destes dias.

Gené sublinha que "ver bem também é um elemento essencial da segurança viária" e ressalta que "a condução é uma tarefa eminentemente visual". A seu ver, "uma alteração da acuidade visual, a sensibilidade ao contraste, o campo visual ou a adaptação às mudanças de iluminação podem atrasar a detecção de riscos e comprometer a tomada de decisões".

Do CGCOO foi advertido igualmente do perigo que implica recorrer a óculos de sol comprados fora dos circuitos sanitários. O uso de modelos inadequados pode gerar uma falsa sensação de segurança e afetar de forma negativa a qualidade da visão ao volante. Nessa linha, o presidente do Conselho aponta que "cerca de 30 por cento dos óculos de proteção solar que são utilizados na Espanha procedem de canais não regulados, como feiras, postos de gasolina, bazares ou vendedores ambulantes".

Segundo insistem da organização colegial, "esses produtos não oferecem garantias suficientes sobre a qualidade óptica, a transmissão luminosa e a proteção contra a radiação ultravioleta, o que pode comprometer seriamente a visão e a segurança viária", enquanto seu máximo representante ressalta que esse tipo de óculos "pode causar distorções visuais, perda de contraste ou até mesmo agravar os efeitos do ofuscamento ao volante, por isso é fundamental que os condutores escolham óculos com lentes homologadas".

Alterações visuais frequentes na condução

O Conselho lembra que existem numerosas alterações visuais habituais que influenciam na condução, como uma graduação desfasada, cataratas em fases iniciais, olho seco, menor sensibilidade ao contraste ou dificuldades de visão noturna. Além disso, maneja a estimativa de que um em cada quatro condutores apresenta algum tipo de deficiência visual e que, destes, a metade não se submete a uma revisão visual pelo menos uma vez ao ano.

Diante dessa situação, a instituição ressalta a conveniência de realizar controles periódicos da visão antes de iniciar um trajeto longo, uma vez que o óptico-optometrista "é o profissional de saúde encarregado de avaliar o estado funcional da visão, detectar alterações que possam comprometer a condução e recomendar a melhor solução óptica para cada condutor". Lembram também que os óculos utilizados ao volante devem se ajustar à normativa de saúde e ter a marcação CE.

Além disso, apontam que "um para-brisa sujo, deteriorado, arranhado ou com perda de transparência dispersa a luz, aumenta o ofuscamento e reduz o contraste, especialmente com o sol baixo e durante a condução noturna". Junto a esse aviso, os especialistas formulam uma série de recomendações práticas, entre elas as de revisar a visão, atualizar a graduação e usar óculos de sol adequados para conduzir.

Entre outras diretrizes, aconselham a não circular com lentes de categoria 4; verificar se as lentes polarizadas não interferem com as telas do veículo; levar um par de óculos de reserva quando seu uso for obrigatório para conduzir; limpá-los corretamente de ambos os lados; e ajustar de forma adequada o assento, o apoio de cabeça e os retrovisores. Também recomendam usar a viseira quando o sol estiver baixo, hidratar os olhos e fazer pausas frequentes se aparecer secura ou fadiga, assim como parar o veículo quando a visibilidade ou o estado visual impedirem conduzir com segurança.

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