Os sindicatos do Âmbito rejeitam reabrir desde zero a negociação do Estatuto Marco proposta pelas CCAA

UGT, CCOO e SATSE rejeitam que as CCAA queiram reiniciar a negociação do Estatuto Marco e denunciam uma tentativa de frear avanços laborais no SNS.

2 minutos

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

2 minutos

Mais lido

Os sindicatos do Âmbito de Negociação expressaram seu rejeição frontal à iniciativa proposta pelas comunidades autônomas (CCAA) na última Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (SNS), na qual defendem voltar a iniciar desde o princípio a negociação do Estatuto Marco. Frente a essa pretensão, a União Geral de Trabalhadores (UGT), Comissões Obreras (CCOO) e o Sindicato de Enfermagem (SATSE) se posicionaram contra.

Na opinião dessas organizações, a verdadeira finalidade dos Governos autonômicos com essa proposta é "atrasar ou impedir a entrada em vigor de medidas que, embora melhorem e fortaleçam direitos trabalhistas, não respondem aos seus interesses ao estabelecer limites a uma discricionariedade que permitiu manter profundas desigualdades entre os distintos serviços de saúde".

Segundo apontaram, essa iniciativa "não responde a uma vontade de aperfeiçoar o texto", pelo que reclamaram que se expliquem as razões de seu rejeição "a uma norma que amplia direitos, melhora as condições de trabalho e homogeneiza garantias para o conjunto do pessoal estatutário do SNS". Nessa linha, sublinharam que "a carta remetida pelas CCAA ao Ministério da Saúde representa uma tentativa de questionar o processo de negociação coletiva desenvolvido durante anos no âmbito legalmente competente para isso e de frear uma reforma há muito demandada".

Para as centrais sindicais, "é difícil compreender que aqueles que durante mais de 20 anos exerceram como Administrações empregadoras do SNS pretendam agora desacreditar um processo negociador desenvolvido entre o Ministério da Saúde e as organizações sindicais legitimadas para representar o pessoal estatutário".

UGT, CCOO e SATSE lembraram que o texto do Anteprojeto de Lei "representa o maior avanço em direitos trabalhistas do pessoal estatutário desde a aprovação da Lei 55/2003" e ressaltaram que "é igualmente contraditório que as mesmas Administrações que reclamam voltar ao ponto de partida sejam as que dispõem de amplas competências para melhorar as condições de trabalho e, no entanto, não tenham impulsionado, com a mesma determinação, medidas para reforçar as equipes".

Defesa do novo Estatuto Marco e competências autonômicas

De fato, apontaram que as comunidades também não aproveitaram suas atribuições para "racionalizar as jornadas, reduzir a temporalidade, prevenir os riscos laborais, melhorar a organização assistencial ou negociar avanços em suas próprias mesas setoriais". Em qualquer caso, reiteraram que o novo Estatuto Marco "não invade competências autonômicas nem limita a capacidade de gestão dos serviços de saúde, mas estabelece um marco comum de direitos".

Por último, insistiram que a norma "é suscetível ainda de incorporar melhorias durante sua tramitação parlamentar" e insistiram que "os profissionais não precisam voltar ao ponto de partida", mas "que, finalmente, uma reforma longamente negociada se converta em direitos efetivos e em uma melhoria real de suas condições de trabalho".

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?