Saúde amplia a triagem de câncer de mama para mulheres de 45 a 74 anos em todo o SNS

Saúde amplia a triagem de câncer de mama de 45 a 74 anos e atualiza a prestação ortoprotética, preparados nutricionais e triagem prenatal.

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O Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS) deu luz verde nesta sexta-feira ao projeto de ordem que estende o programa de triagem populacional de câncer de mama a todas as mulheres entre 45 e 74 anos.

Como aponta o Ministério da Saúde, essa decisão se insere em uma atualização da carteira comum do SNS que incorpora, além disso, melhorias no financiamento de lentes intraoculares e de produtos de apoio à mobilidade, assim como novos critérios de composição para determinados produtos dietéticos incluídos na prestação.

Em relação ao câncer de mama, o projeto adiciona os intervalos de 45 a 49 anos e de 70 a 74 anos à faixa etária já contemplada na carteira comum, atualmente fixada entre 50 e 69 anos. A técnica de triagem continuará sendo a mamografia, com um intervalo geral de dois anos entre os exames.

A ampliação, alinhada com as recomendações europeias, será implementada de forma gradual. O texto estabelece que todas as comunidades autônomas e as cidades de Ceuta e Melilla, em coordenação com o INGESA e as mutualidades de funcionários, deverão ter iniciado a adaptação do programa nos três anos posteriores à entrada em vigor da ordem. Em um prazo de seis anos, a cobertura, entendida como o convite para participar, deverá se aproximar de 100% nos novos grupos etários.

Com o objetivo de garantir a qualidade do programa, a incorporação dos novos intervalos poderá ser feita de maneira escalonada por idades. Durante esta fase inicial, será permitido um intervalo de até três anos entre mamografias para esses grupos, que será reduzido para dois anos uma vez completada a implantação. O planejamento concreto será ajustado aos recursos disponíveis em cada território.

Atualização da prestação ortoprotética

Junto com a ampliação da triagem de câncer de mama, a ordem revisa a prestação ortoprotética para adequá-la melhor às necessidades dos pacientes e favorecer um acesso mais uniforme em todo o SNS.

Entre as novidades, inclui-se a ampliação da cobertura de lentes intraoculares monofocais tóricas padrão, empregadas para substituir o cristalino em determinadas patologias. O intervalo de astigmatismo corneal financiado é modificado e passa de entre 3 e 5 dioptrias para entre 1,5 e 5 dioptrias, sempre após um estudo topográfico prévio.

Igualmente, se incrementa o catálogo de aparelhos de bipedestação, que permitem manter a posição ereta, e de planos inclináveis, tanto para menores como para adultos. Os primeiros passam de dois a onze tipos de produto, enquanto que os segundos se ampliam de um a quatro, incorporando variantes manuais e elétricas.

A Saúde sublinha que a ampliação do catálogo melhorará o acesso a esses dispositivos para pessoas com graves limitações de mobilidade, como as associadas a lesões medulares ou paralisia cerebral. São contempladas mais alternativas para crianças e adultos, com funcionalidades que facilitam ajustar a postura às suas necessidades específicas.

Alterações em preparados nutricionais e triagem pré-natal

A ordem também revisa os requisitos de determinados preparados nutricionais financiados pelo SNS, dirigidos a pacientes que não podem cobrir suas necessidades por meio da dieta habitual. Segundo o departamento, as modificações permitirão otimizar sua textura e sabor para tornar mais simples seu consumo. As companhias disporão de doze meses a partir da entrada em vigor da norma para adaptar os produtos incluídos.

Além disso, o programa de triagem pré-natal de doenças infecciosas passará a denominar-se programa de triagem pré-natal de doenças transmissíveis. Trata-se de uma mudança de denominação que mantém intactos o conteúdo e o alcance do programa.