CCOO se opõe a elevar para 33% a jornada irregular no convenio de agências de viagens

CCOO rejeita ampliar a jornada irregular para 33% no convênio de agências de viagens e avisa que os quadros não podem assumir mais sacrifícios.

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CCOO detalhou o estado da negociação do acordo coletivo das agências de viagens após a última reunião realizada ontem com a Confederação Espanhola de Agências de Viagens (CEAV). Segundo o sindicato, após vários meses de bloqueio, neste encontro começaram a se delinear de forma mais clara as prioridades de cada parte.

De acordo com a explicação do CCOO, a patronal estaria disposta a delimitar o alcance da cláusula de absorção e compensação, um dos pontos em que o sindicato afirma ter colocado mais ênfase, em troca de introduzir mudanças em diferentes elementos das condições laborais.

Entre as propostas empresariais, o CCOO destaca a vontade de retocar o sistema atual de complementos salariais durante as licenças médicas, reduzindo as coberturas vigentes, assim como suprimir o mecanismo de progressão profissional ligado ao chamado "NOL", com a ideia de negociar durante a vigência do novo acordo um modelo alternativo.

Junto a esses planteamentos, o sindicato sublinha uma nova iniciativa apresentada na última reunião: a aplicação de um esquema de distribuição irregular da jornada que permitiria aumentar o teto atual de 10% até 33% em determinados casos.

CCOO aponta que a patronal se comprometeu a enviar nos próximos dias uma proposta mais desenvolvida sobre este sistema. No entanto, alerta que as equipes "não podem fazer tantos sacrifícios" para alcançar a redução gradual da cláusula de absorção até 2028 nos termos propostos.

A organização sindical indica que ambas as partes têm margem até o próximo encontro, marcado para 14 de setembro, para revisar suas posturas. CCOO reclama especialmente ao CEAV que reoriente seus objetivos para o novo acordo e rejeita qualquer retrocesso nas condições laborais atuais.

Propostas econômicas e condições laborais em debate

Na reunião anterior com os sindicatos, a CEAV já havia colocado sobre a mesa um aumento salarial de 7,5% anual entre 2026 e 2028, entre outras medidas, uma proposta distante do aumento total de 11% que defendeu a Valorian, sindicato majoritário na mesa negociadora do acordo do setor.

Frente ao aumento de 2,5% anual proposto pela patronal, a Valorian apostou por um aumento de 4% em 2026, seguido de aumentos de 3,5% tanto em 2027 quanto em 2028.

O único aspecto em que não surgiram discrepâncias foi a duração do convênio, que se estenderia durante três anos, de 2026 até 2028.

Em relação à compensação e absorção, foi analisada a proposta de eliminação progressiva por faixas salariais apresentada pela CEAV: 24.000 euros em 2026, 28.000 euros em 2027 e o salário de nível máximo de convênio em 2028. Por sua parte, a Valorian mostrou sua preferência por fixar durante os três anos um limite de 32.000 euros ou o salário máximo de convênio.

Quanto às férias, a CEAV manteve sua proposta de 22 dias úteis, embora tenha aceitado garantir duas semanas consecutivas entre junho e setembro. A Valorian respondeu com uma proposta de aumento gradual até 23 dias em 2027 e 24 dias em 2028.

Próxima reunião da mesa negociadora

A seguinte sessão da mesa de negociação será realizada no dia 14 de setembro, de modo que qualquer acordo definitivo ficará adiado até depois do verão.

Durante este período, os sindicatos deverão estudar a fundo a proposta da CEAV sobre a distribuição irregular da jornada, enquanto ambas as partes afinam suas propostas em matéria salarial, redução de jornada, incapacidade temporária e desenvolvimento profissional. O objetivo é transformar essas linhas gerais em números e textos concretos que permitam avançar para uma negociação efetiva.

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