O dirigente da oposição e antigo candidato à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, comunicou esta sexta-feira que apresentará um recurso de amparo constitucional contra o Executivo de De la Espriella, em razão da suspensão dos espaços informativos e de opinião de 20 Emisoras de Paz.
"Anuncio que interporé ação de tutela contra o Ministério de Tecnologias da Informação e das Comunicações e INRAVISIÓN, pela violação dos direitos fundamentais à informação, à liberdade de expressão e à paz, transgredidos em razão da decisão de suspender a programação das 20 emissoras de paz", anunciou o líder da oposição em uma publicação em suas redes sociais.
A ordem de interromper a emissão desses conteúdos foi adotada pela nova responsável de Inravisión, Ángela María Mora, e se concretizou após um encontro com a ministra de Tecnologias da Informação e Comunicações, Alexandra Falla.
"Esta determinação desconhece que estas emissoras foram criadas com fundamento no disposto no ponto 6.5 do Acordo Final de Paz e o dever que assiste às autoridades estatais de cumprir de boa fé o pactuado", denunciou Cepeda.
As Emisoras de Paz, impulsionadas por meio da RTVC e da Rádio Nacional da Colômbia, nasceram com a finalidade de oferecer espaços às comunidades mais atingidas pelo conflito armado e difundir informações sobre suas reivindicações.
Com esta decisão, o Governo liderado pelo ultradireitista Abelardo de la Espriella avança em seu compromisso de campanha de "acabar" com os Acordos de Paz e de frear as negociações com os diferentes grupos armados, em contraste com a via do diálogo promovida pelo ex-presidente Gustavo Petro.
Ao mesmo tempo, a ministra Falla e Mora foram chamadas a comparecer perante o Parlamento colombiano para explicar os motivos desta medida.