A UE pede aos EUA que reavalie o veto de vistos à delegação palestina

A UE reclama aos EUA que reconsiderem o veto de vistos à delegação palestina, que impedirá a presença de Mahmud Abbas na Assembleia Geral da ONU.

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A União Europeia pediu este sábado às autoridades dos Estados Unidos que "reconsidere" sua negativa em conceder o visto aos integrantes da delegação palestina, entre eles seu presidente, Mahmud Abbas, o que impedirá sua presença física na Assembleia Geral da ONU que se realiza na próxima semana em Nova York.

"À luz dos acordos de sede vigentes com a ONU e de suas obrigações como Estado anfitrião, instamos os Estados Unidos a que reconsiderem esta decisão", indicou o porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), Anouar el Anouni.

Em uma nota sucinta, o porta-voz expressou seu pesar pela decisão da Administração Trump, sublinhando que é a segunda vez que se nega a entrada aos representantes palestinos, o que obrigará Abbas a intervir na citação de forma telemática.

A Administração Trump defendeu sua postura acusando os afetados de "glorificar o terrorismo" e, em particular, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de "continuar pagando estipêndios a terroristas, assim como glorificando atos de terrorismo e a terroristas em declarações públicas e livros didáticos".

Além disso, Washington criticou ambas as partes por "empreender ações para internacionalizar o conflito palestino-israelense, inclusive através do Tribunal Penal Internacional (TPI) e da Corte Internacional de Justiça (CIJ)", assim como por "tentar eludir as negociações buscando um reconhecimento unilateral", em referência às iniciativas palestinas para levar à justiça internacional altos cargos israelenses por suas atuações.

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