Vários civis, entre eles um cidadão palestino, ficaram feridos após o ataque de um drone militar de Israel nas proximidades da capital síria, Damasco, segundo informaram as autoridades do país árabe.
O Exército israelense reconheceu a autoria da operação e apontou o palestino ferido como um "terrorista que se encontrava nas etapas finais de preparação de atentados".
A agência oficial de notícias síria, Sana, detalhou que o ataque ocorreu quando o palestino viajava em seu carro na altura da localidade de Beit Jann.
O Executivo sírio denunciou "nos termos mais contundentes" o "ataque" das "forças de ocupação israelenses" em Beit Jann, sublinhando que o drone israelense impactou contra um veículo de caráter civil.
Em um comunicado, o Ministério de Assuntos Exteriores sírio ressaltou que a ofensiva representa uma "flagrante violação da soberania e integridade territorial da República Árabe Síria, uma flagrante violação do direito Internacional e se insere no contexto dos reiterados ataques israelenses contra território sírio", mencionando entre eles o registrado esta mesma semana contra uma base militar vazia.
Damasco chamou a comunidade internacional e ao Conselho de Segurança da ONU a "assumir suas responsabilidades legais e políticas e a trabalhar para deter esses ataques e pôr fim às reiteradas violações israelenses da soberania síria".
Israel mantém há meses esse tipo de operações na Síria, onde estabeleceu uma "zona de segurança" em território ocupado desde o final de 2024, coincidindo com o auge da ofensiva jihadista que acabou desalojando do poder o agora ex-presidente exilado Bashar al Assad.
As atuais autoridades sírias mantêm um pacto de segurança com Israel no sudoeste do país, embora o Governo liderado pelo ex-jihadista Ahmed al Shara tenha reclamado em repetidas ocasiões às forças israelenses que reduzam a intensidade de suas ações militares.