As eleições regionais na Alemanha medirã o auge recente da AfD este domingo

As eleições em Berlim e Meclemburgo-Pomerânia Ocidental medirã a força da AfD e colocarão sob pressão o chanceler Friedrich Merz.

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As eleições regionais que se realizam neste domingo em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e em Berlim concentram uma atenção pouco habitual após o terremoto político provocado pela contundente vitória do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições de Saxônia-Anhalt.

Na capital alemã, 2,5 milhões de cidadãos com direito a voto estão convocados a eleger o parlamento da cidade-estado, enquanto em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental a convocação atinge 1,3 milhões de eleitores. Em Berlim, as pesquisas colocam a União Democrata Cristã (CDU), que governa em coalizão com o histórico Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), empatada em torno de 20% de apoio com A Esquerda. Muito perto em intenção de voto estão AfD e Os Verdes.

Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a presidente regional sainte do SPD, Manuela Schwesig, figura como clara favorita nas pesquisas e seu nome soa cada vez com mais força na política federal. Se revalidar o cargo, pode voltar a se apoiar em A Esquerda para manter o Executivo regional.

Após o SPD, posiciona-se AfD, que iniciou a campanha a grande distância, mas conseguiu reduzir notavelmente a diferença e se permite até aspirar a se tornar a lista mais votada. A formação ultradireitista já foi a primeira força neste land em duas ocasiões, embora o restante dos partidos continue rejeitando qualquer tipo de aliança com ela. Muito mais atrás aparece a CDU, afundada em mínimos históricos, com uma estimativa de voto em torno de 6-7%.

O resultado terá também uma leitura nacional, em um contexto em que está em dúvida a liderança do chanceler Friedrich Merz, da CDU. O último estudo da Infratest para a televisão pública ARD indica que apenas 10% da população alemã confia na situação do país e que 90% avaliam de forma negativa a gestão do Governo federal.

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