Os ex-primeiros-ministros do Reino Unido, Boris Johnson, e da Suécia, Carl Bildt, viajavam com outros representantes europeus no comboio que circulava justo antes do trem atacado neste domingo por um drone russo em território ucraniano, nas proximidades da fronteira com a Polônia.
Ambos retornavam de uma conferência de segurança em Kiev quando, por volta das 5h00 do domingo, o ex-mandatário britânico foi acordado por sua equipe de segurança para se preparar para uma possível evacuação, segundo relatam vários meios britânicos.
O ataque afetou o trem que circulava atrás, cuja locomotiva foi atingida na região de Volin, sem que até o momento tenham sido comunicadas vítimas. Pouco depois, Johnson foi informado de que não haviam sido detectados mais aparelhos não tripulados e que podiam prosseguir a viagem de trem.
"Não foi no nosso trem, mas em um que ia alguns minutos atrás do nosso, perto da fronteira com a Polônia", apontou Bildt nas redes sociais.
As autoridades ucranianas indicaram que no trem atacado viajavam 206 pessoas e ressaltaram que não foram registrados feridos. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver vários passageiros abandonando a área após o impacto.
Conferência em Kiev e reação de Zelenski
Bildt e Johnson participaram da conferência Estratégia Europeia Yalta, realizada no bunker de um hotel em Kiev, um encontro centrado em analisar a evolução da guerra na Ucrânia, suas perspectivas e as opções para alcançar uma paz com a Rússia. Entre os participantes estavam também o assessor governamental alemão Guenter Sautter e o deputado alemão dos Verdes Robin Wagener, que compartilhavam o mesmo trem que Johnson e Bildt.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, denunciou o caráter "deliberado" deste ataque. "Os homens e mulheres ucranianos lutam dia a dia precisamente para evitar que esses ataques cheguem mais dentro da Europa. Dão suas vidas e não permitem que a agressão se expanda", argumentou.