O escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira que o Exército conseguiu destruir a rede de túneis utilizada pelo partido-milícia xiita Hezbolá na estratégica crista de Ali Taher, situada no distrito libanês de Nabatiyé, após uma semana de operações militares destinadas a "limpar" essa infraestrutura.
"De acordo com as diretrizes do primeiro-ministro e do ministro da Defesa (Israel Katz), o Exército israelense destruiu as infraestruturas subterrâneas da organização terrorista Hezbolá na crista de Ali Taher, completando assim a organização da zona de segurança no sul do Líbano", destacou em um comunicado.
As autoridades israelenses descrevem essa rede como uma "infraestrutura estratégica construída ao longo de duas décadas, financiada e projetada pelo regime terrorista iraniano", que teria permitido ao Hezbolá dispor de uma base operacional para "a conquista da Galileia" --em referência à histórica região montanhosa ao norte de Israel-- e para supervisionar os movimentos das forças israelenses em Metula e Kiryat Shmona.
"Sua destruição completa a realização do controle operacional na crista de Ali Taher: acima e abaixo do solo", expressou o escritório de Netanyahu, apenas uma semana depois de as Forças de Defesa de Israel comunicarem que haviam iniciado trabalhos para reforçar a segurança nos dois traçados subterrâneos localizados nesta colina.
Esses avanços são conhecidos após a tomada pelas forças israelenses do estratégico castelo de Beaufort, às margens do rio Litani e conhecido como Qalat al Shaqif, um dos principais cenários da guerra do Líbano de 1982, onde ocorreram intensos combates entre o Exército israelense e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
O contexto dessas operações se insere no princípio de acordo alcançado em 26 de junho entre Líbano e Israel, com mediação dos Estados Unidos, que estabelece as bases para um cessar-fogo permanente. O entendimento contempla a restauração da soberania libanesa no sul do país e o desarmamento do Hezbolá, uma exigência que o grupo rejeita frontalmente em meio à dinâmica de ataques cruzados entre ambas as partes.