As autoridades libanesas acusaram nesta quarta-feira o Exército israelense de realizar novos ataques no sul do país, apesar do acordo marco alcançado com o Governo, que contemplava uma retirada gradual das tropas israelenses e a transferência do controle para o Exército libanês.
Segundo informou a agência oficial NNA, os últimos incidentes ocorreram na governadoria de Nabatiyé, onde foi registrado um intento de bombardeio com artilharia contra diferentes áreas.
Os disparos teriam partido de posições militares israelenses na área de Tel al Nahas, um enclave fortemente militarizado situado nas proximidades da localidade fronteiriça de Kfar Kila, que permanece parcialmente sob controle das forças de Israel.
De acordo com essas informações, após os ataques, as unidades israelenses teriam se replegado para a localidade de Haddatha, no distrito de Bint Jbeil. Paralelamente, foi denunciado que efetivos israelenses derrubaram várias habitações na zona de Tiro, também no sul do país.
Nesse contexto, o presidente libanês, Joseph Aoun, manteve nesta quarta-feira uma reunião com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, para analisar a evolução da situação. O encontro foi realizado no palácio presidencial de Baabda, em um momento considerado chave para o futuro imediato do Líbano.
"Ambos abordaram a situação geral a nível local e regional, assim como a situação no sul, à luz das agressões israelenses contra localidades libanesas e em particular a demolição de habitações, além da necessidade de parar essas práticas hostis", conforme indicou a Presidência em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Além disso, o chefe de Estado transmitiu a Berri "os resultados de sua visita aos Estados Unidos e as conversas que manteve com os responsáveis americanos, liderados pelo presidente americano, Donald Trump, e pelo secretário de Estado, Marco Rubio".
O Governo libanês também atualizou o balanço de vítimas desde a reanimação dos combates por parte do Exército de Israel contra o partido-milícia xiita Hezbolá no dia 2 de março, apesar do cessar-fogo vigente desde meados de abril. As autoridades já contabilizam mais de 4.330 mortos e cerca de 12.200 feridos pelos ataques sobre o território libanês.