Lula ataca a fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA, "primeira pátria" do clã Bolsonaro

Lula ataca a marcha de Flávio Bolsonaro a EUA, que define como "primeira pátria" do clã, e celebra que o Brasil investigue sua campanha.

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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou com dureza nesta terça-feira a saída do ex-candidato presidencial Flávio Bolsonaro rumo aos Estados Unidos. Lula sublinhou que este país é a "primeira pátria" da família Bolsonaro, lembrando que seu irmão Eduardo Bolsonaro, condenado a quatro anos de prisão pela Justiça brasileira, também vive atualmente em território americano.

"Lamento que ele tenha partido do Brasil, porque poderia ter ficado aqui e demonstrar que as acusações (...) não eram verdadeiras", manifestou Lula durante um ato público, no qual ressaltou que ele sim apresentou "toda (sua) documentação à Justiça Eleitoral".

Em sua intervenção, o chefe de Estado reprochou que Bolsonaro não agisse da mesma forma, depois que, durante a campanha, Lula aceitasse o desafio do candidato do Partido Liberal de tornar públicos seu segredo bancário, seus registros telefônicos e seus interesses empresariais, assim como os de sua esposa e seus cinco filhos.

"Tentei que ele demonstrasse que é honesto, entregando toda minha documentação à Justiça Eleitoral (...) Isso se chama respeito à democracia. Ele não entregou a dele. Eu me enganei", afirmou Lula, aludindo à falta de transparência de seu adversário.

O presidente, que no último domingo foi reeleito para um quarto mandato, atacou o clã Bolsonaro, insistindo que "o Brasil é sua segunda pátria" e que "sua primeira pátria é lamber botas nos Estados Unidos, como estão acostumados a fazer". Com essas palavras, acusou a família do ex-presidente de manter uma aliança incondicional com Washington.

Enquanto isso, as autoridades dos Estados Unidos confirmaram que concederão vistos ao ex-candidato e a seus familiares. Esta decisão é conhecida no mesmo dia em que a Polícia brasileira procedeu a anular os passaportes de Bolsonaro e o Supremo Tribunal ordenou abrir uma investigação pela suposta financiamento estrangeiro de sua campanha eleitoral, assim como pela suposta manipulação do algoritmo nas redes sociais para potencializar seus conteúdos em relação aos de outros candidatos.