A dirigente oposicionista venezuelana e prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, reiterou que seu propósito é retornar o mais rápido possível à Venezuela para "facilitar a transição" no país e "fortalecer a organização do povo".
Em uma mensagem divulgada em suas redes sociais para agradecer o apoio do congressista americano Carlos A. Giménez, Machado sublinhou que voltará "para estar junto aos venezuelanos nesta etapa". Além disso, ressaltou que "temos uma tarefa pela frente: construir uma Venezuela livre e democrática, que seja o mais confiável aliado dos Estados Unidos em nosso hemisfério".
"Obrigado, querido Carlos, pela sua amizade e por acompanhar durante tantos anos a causa pela liberdade da Venezuela. Viva Cuba e Venezuela livres!", manifestou em resposta às palavras do legislador republicano, que assegurou que a oposicionista "exemplifica a honestidade, a decência e a verdade".
"Seu retorno ao país fortalecerá o caminho para a democracia e a liberdade que todos queremos para o bravo povo venezuelano", acrescentou o congressista do Partido Republicano, destacando o impacto político que teria o retorno de Machado.
Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou publicamente Machado e expressou sua confiança de que "tudo vai dar certo". "Vou dizer uma coisa. É uma mulher excelente. Me deu seu prêmio Nobel porque sabia que eu o havia ganho, e é uma mulher excelente. Tudo vai dar certo", afirmou após a divulgação de um artigo de opinião assinado pela própria Machado, no qual defendia que sua responsabilidade atual passa por retornar à Venezuela para "acompanhar" o povo e "canalizar pacificamente as crescentes tensões sociais".