O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, aterrissou neste sábado em Kiev coincidindo com os atos pelo 35º aniversário da independência da Ucrânia e na véspera da reunião que nesta segunda-feira celebrarão na capital ucraniana os países que lideram a chamada Coalizão de Voluntários em apoio a Kiev durante a guerra com a Rússia, grupo no qual participa Berlim.
A chegada de Wadephul ocorre também em um contexto de intensificação dos bombardeios russos. Um desses ataques atingiu na sexta-feira um centro comercial em Krivoi Rog, onde, segundo informou neste sábado o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, foi registrado até agora um balanço de 16 falecidos, 130 feridos e um incêndio de grandes dimensões já controlado.
Recém-chegado à capital ucraniana, Wadephul condenou a nova onda de ataques com drones e mísseis lançados pela Rússia, acusando Moscou de "assassinato indiscriminado de civis" e da destruição intencional da infraestrutura energética do país.
A deslocação do ministro alemão ocorre também poucos dias depois que outras 16 pessoas perderam a vida em bombardeios com mísseis russos contra Kiev.
Segundo o responsável pela diplomacia alemã, Moscou pretende arrasar as bases materiais da população ucraniana e quebrar sua determinação de continuar resistindo. "Nunca antes a Rússia havia disparado mais mísseis contra seu país vizinho", sublinhou Wadephul.
"Vemos o sofrimento, vemos como este país lutou e continuaremos apoiando-o. Estamos do lado da Ucrânia, que vai ganhar esta confrontação militar", assegurou.
O ministro das Relações Exteriores alemão garantiu um reforço do apoio à Ucrânia em face do quinto inverno de guerra desde a invasão russa de fevereiro de 2022, diante da previsão de novos ataques contra sua rede energética.
"Nenhum país investe tanto em apoio militar e financeiro à Ucrânia como a Alemanha", declarou Wadephul, que expressou seu desejo de que a Rússia acabe se sentando para negociar apesar do bloqueio das gestões diplomáticas nos últimos meses.
Trata-se da quarta visita de Wadephul à Ucrânia desde que assumiu a pasta há 16 meses. Por motivos de segurança, a viagem não foi anunciada com antecedência, como vem sendo habitual. Também não foi divulgado o detalhe de sua agenda em Kiev, embora por enquanto tenha ido, junto ao seu homólogo ucraniano, Andrii Sybiha, ao monumento dedicado aos ucranianos falecidos na guerra na praça Maidan.