Paz ataca as protestas 'evistas' e as culpa de promover o enfrentamento e os bloqueios

Rodrigo Paz critica as protestas 'evistas', as acusa de reativar a violência e defende o diálogo democrático frente a bloqueios e enfrentamentos.

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O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, criticou com dureza neste sábado as protestas anunciadas pelos setores afins ao ex-presidente Evo Morales, previstas para a próxima terça-feira, ao sustentar que buscam reativar a "lógica dos enfrentamentos armados, as pedradas e os bloqueios".

Durante um ato público realizado em San Borja, no departamento do Beni, por ocasião do Dia da Democracia na Bolívia, Paz alertou sobre esse tipo de mobilizações, que segundo disse buscam "recuperar práticas de confrontação" que "marcaram etapas" na história recente do país.

"E hoje em dia alguns que querem recuperar a velha lógica de nos agarrar a tiros, a pedradas e bloqueios, querem recuperar essa distância que diante da falta de democracia havia sido gerada como instituição na Bolívia", destacou o mandatário boliviano, aludindo aos riscos de voltar a cenários de violência política.

Os setores 'evistas', seguidores do ex-presidente Evo Morales, convocaram desde 13 de outubro uma série de mobilizações, entre elas uma marcha em direção à capital, La Paz, após expirar o prazo dado ao Governo para reverter as medidas econômicas aplicadas nos últimos meses após os bloqueios.

Entre suas principais demandas figuram a restituição da subvenção ao diesel e a revogação de vários decretos relativos a empresas públicas, iniciativas com as quais pretendem canalizar o descontentamento social acumulado.

Diante desse clima de crescente tensão, Paz defendeu que a única via legítima para encaminhar as diferenças é a institucional, apelando ao diálogo e ao consenso como ferramentas básicas do sistema democrático.

"A democracia nos permite nos aproximar, não nos agarrar a tiros, nem a pedradas, nem a bloqueios, nem gerar uma série de espaços ou distâncias, como digo, mas sim encontros, consensos, diálogos", enfatizou o presidente, insistindo que o entendimento entre bolivianos deve prevalecer sobre as ações que, em suas palavras, aprofundam a polarização.