O Executivo sírio enviou nesta quarta-feira uma queixa formal ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e ao Conselho de Segurança, em resposta ao reconhecimento da soberania de Israel sobre os Montes Golã anunciado estes dias pelo Governo da Colômbia.
A protesto foi articulado por meio de uma carta oficial na qual Damasco expressa seu rejeição, condenação e oposição absoluta ao reconhecimento por parte de Bogotá do que descreve como a "soberania israelense" sobre os Montes Golã sírios ocupados, de acordo com a agência estatal síria Sana.
O documento, assinado pelo representante permanente da Síria junto à ONU, Ibrahim Alabi, sustenta que a decisão do Executivo colombiano representa uma "clara violação" da Carta das Nações Unidas e da resolução 497 de 1981 do Conselho de Segurança, "carece de efeito jurídico" e "não altera a condição jurídica do Golã como território sírio ocupado".
Ao mesmo tempo, as autoridades sírias indicaram que o apoio internacional à resolução sobre o "Golã sírio" "havia aumentado para 123 em dezembro de 2025, evidenciando a consciência internacional sobre a gravidade da ocupação, enquanto Israel continua com seus ataques e incursões que desestabilizam a região".
Damasco enfatizou que a defesa da integridade territorial e da soberania da Síria constitui um "pilar fundamental" para a "segurança e estabilidade" no Oriente Médio, e reiterou sua vontade de "manter consultas com a Colômbia para esclarecer esses fatos".
Além disso, o Governo sírio instou as autoridades colombianas a revisar e anular o reconhecimento da soberania de Israel sobre os Montes Golã, território tomado da Síria na Guerra dos Seis Dias (1967) e na Guerra do Yom Kipur (1973), e posteriormente anexado de fato por Israel em 1981.
A decisão do Executivo colombiano, liderado por Abelardo de la Espriella, também suscitou a condenação da Liga Árabe e de países-chave da região como Arábia Saudita e Egito.