O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira o tratamento que, em sua opinião, recebe na França a candidata ultradireitista Marine Le Pen, ao considerar que sua voz "conservadora" tem sido "maltratada" em seu país. O mandatário norte-americano mostrou sua proximidade com a líder francesa, embora tenha pontuado que ainda não tomou uma decisão sobre se tornará público seu apoio para as eleições presidenciais de 2027.
Trump também avaliou a condenação proferida em março de 2025 por um tribunal francês contra Le Pen por malversação de fundos da União Europeia, um processo que qualificou como um caso de "instrumentalização" dirigido contra a dirigente da Agrupação Nacional.
O chefe da Casa Branca também sublinhou a posição de força da política francesa nas pesquisas. "E agora mesmo está liderando (as pesquisas)", apontou o presidente americano, que aproveitou para atribuir a si parte do impulso que, segundo ele, a direita experimentou no plano internacional.
Como exemplo dessa expansão, o dirigente republicano mencionou de forma específica a América Latina e, em particular, a recente vitória de seu aliado Abelardo De la Espriella na Colômbia, a quem posicionou como referência dessa nova etapa política na região.
"A América do Sul estava apostando muito forte na esquerda. Agora, tudo é direita", afirmou Trump, descrevendo uma virada ideológica que, em sua opinião, transformou o continente. "Está se tornando um lugar completamente diferente. Um lugar pujante", apontou antes de elogiar a figura do presidente colombiano.
"'El Tigre', o chamam, um tipo duro", comentou sobre De la Espriella, a quem apresentou como símbolo de um subcontinente que "agora é extremamente conservador, mas dito de forma positiva".