O ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, expressou neste sábado seu apoio à Arábia Saudita após os ataques lançados durante o dia pelos rebeldes houthis contra seu território, e reiterou sua disposição de "satisfazer (as) necessidades militares" de Riade no âmbito do acordo de Defesa de Meca assinado em agosto passado por Turquia, Arábia Saudita e Paquistão.
Em uma entrevista à rede turca NTV, Fidan denunciou "ataques muito graves contra a integridade territorial e a soberania da Arábia Saudita" e censurou especialmente os dirigidos contra a infraestrutura energética, depois que os houthis se atribuíram um bombardeio contra instalações da Saudi Aramco em Yanbu, a maior petrolífera do planeta e de propriedade estatal.
O responsável pela diplomacia turca indicou que está "monitorando de perto" a evolução da crise no reino e ressaltou que em Ancara são "fiéis à sua palavra", em alusão ao compromisso de cooperação registrado no acordo de Meca junto a Islamabad.
Questionado sobre uma possível implicação da Turquia e do Paquistão em operações militares contra os houthis, o ministro apontou que poderiam surgir "necessidades militares em certos assuntos técnicos" e sublinhou que "não teremos nenhuma dificuldade para satisfazê-las".
Fidan insistiu que a Arábia Saudita não deve ser "arrastada para o conflito atual entre Irã e Estados Unidos", e lamentou que as conversas entre ambos os países estejam estagnadas há meses, o que, somado ao recrudescimento da guerra no Iémen, faz com que "a situação esteja se tornando cada vez mais complicada".
O ministro sustentou que há "muitas tentativas" para deter as hostilidades, mas advertiu que "devem ser aceitas" por todas as partes envolvidas. "Esperamos que as negociações entre Estados Unidos e Irã cheguem a uma conclusão. Se a crise foi tolerada até certo ponto, mas suas repercussões econômicas agora superam o nível tolerável", alertou.