Uma coisa são as pesquisas do Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS), presidido por José Félix Tezanos Torjada, e outra muito distinta os sondagens internas que maneja o Partido Popular. Pelo menos, assim vê Alberto Núñez Feijóo, que assegurou esta quarta-feira que os estudos demoscópicos de sua formação desenham um cenário muito distinto ao que reflete o organismo público e situam o PP com uma ampla vantagem sobre o PSOE.
Durante o balanço político que realizou com motivo do terceiro aniversário das eleições gerais de 23 de julho de 2023, o presidente popular revelou que havia estado revisando as últimas pesquisas elaboradas para o partido antes de comparecer perante os meios. E, longe de se mostrar inquieto pela evolução eleitoral do PP, sustentou que os dados lhe permitem enfrentar o futuro com tranquilidade.
As declarações chegam depois que nas últimas semanas tenha se instalado o debate sobre a dificuldade do Partido Popular para ampliar sua vantagem eleitoral apesar do desgaste que acumula o Governo de Pedro Sánchez pelos distintos casos de corrupção que afetam seu entorno aldamaapolítico e pessoal.
"Votar hoje no PP é um ato de coragem"
Feijóo atribuiu essa aparente contradição ao clima político e midiático que, a seu juízo, existe na Espanha. "Votar hoje no Partido Popular é um ato de coragem", afirmou durante o turno de perguntas, ao considerar que sua formação compete "apesar de todo o aparato do Estado e da demagogia".
O líder popular insistiu que se sente "razoavelmente satisfeito" com a posição de seu partido e desmereceu a credibilidade àqueles que questionam seu crescimento eleitoral.
"Antes de entrar nesta sala eu vi nossas pesquisas e não me verão preocupado. Estamos 30, 35 ou 40 assentos acima. Não está mal", assegurou.
Feijóo acrescentou ainda, que o PP continua sendo a delegação mais forte do Partido Popular Europeu e a que obteve a maior porcentagem de votos nas últimas eleições europeias.
O presidente do PP aproveitou também para reafirmar sua estratégia política para o próximo curso, baseada em manter uma oposição "propositiva" e preparar uma alternativa de governo "forte, sólida e estável". Nesse sentido, reiterou que sua prioridade continua sendo alcançar uma maioria suficiente para governar sozinho, embora insistiu que respeitará o resultado que saírem das urnas quando se realizarem as próximas eleições.