O setor socialista do Executivo de coalizão mantém sem mudanças sua postura diante da investigação judicial que afeta o ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero. Após a entrevista que este ofereceu nesta quinta-feira na TVE, do Governo reiteraram a necessidade de respeitar sua presunção de inocência e seu direito de exercer a defesa.
Durante sua intervenção televisiva, Zapatero rejeitou ter pressionado para resgatar a Plus Ultra, explicou que as joias encontradas no cofre de seu escritório respondem a um "presente de cortesia pessoal", insistindo que não pretendia fraudar, e negou ter utilizado suas filhas como laranjas.
Depois de ouvir quem também foi secretário-geral do PSOE, em Moncloa se limitaram a apontar que continuam "manifestando o mesmo que nas últimas semanas" sobre as atividades supostamente delitivas que lhe são atribuídas a Zapatero.
Na última terça-feira, a ministra porta-voz do Governo, Elma Saiz, sublinhou que o Executivo continua confiando na inocência de Zapatero, embora tenha evitado avaliar as "diferentes versões e estratégias de defesa" de quem foi seu sócio na empresa Análise Relevante, Julio Martínez Martínez ('Julito'), assim como de outros investigados no 'caso Plus Ultra'.