A ministra da Saúde e dirigente do Más Madrid, Mónica García, defendeu que as forças de esquerda não devem "começar a casa pelo telhado" ao ser questionada sobre a candidatura oficializada no sábado passado pela líder do Podemos, Irene Montero.
"Não sobra ninguém, ao contrário, precisamos todos, mas sem começar a casa pelo telhado", assinalou esta terça-feira em uma entrevista no "Hora 25" da Cadena Ser recolhida pela Europa Press, na qual reclamou o adiamento da discussão sobre "quem lidera ou quem não lidera" a esquerda.
Nesta linha, chamou a fixar primeiro um "rumo comum" para impedir que governem o Partido Popular e o Vox, através de "um consenso de todas as organizações políticas" que contam com "arraigo territorial" e "representação em nossos diferentes parlamentos autonômicos". "E a partir daí estamos construindo", concluiu.
García ressaltou que as formações que concorreram em 2023 levam "muitos meses trabalhando" com "respeito" entre os diferentes partidos e com a "delicadeza" que "requer o momento". Por isso, instou a "remar na mesma direção" e "dentro da mesma marca".
Além disso, reiterou que está aberta a que a liderança do espaço seja assumida por alguém "fora do seu partido". "No ano de 2023 nos apresentamos como uma soma de siglas e soubemos construir que essa soma de siglas não seja apenas uma soma de siglas, mas que seja um projeto real, que seja palpável, que seja real, que seja fraterno, que seja duradouro no tempo", afirmou.