O PNV prestou neste domingo uma homenagem no município guipuzcoano de Elgoibar aos gudaris do batalhão Arana Goiri que perderam a vida na frente de Zirardamendi durante a Guerra Civil há 90 anos, e que lhe "marcaram o rumo", renovando além disso seu compromisso com seus "ideais". Neste contexto, a formação jeltzale sublinhou que "em tempos provavelmente complicados" o PNV será "um parapeto diante da barbárie e diante do totalitarismo".
O presidente do PNV, que presidiu o ato comemorativo, assinalou que, com esta homenagem em Elgoibar, o partido busca "lembrar e honrar" os gudaris e, ao mesmo tempo, comprometer-se "para o futuro" em "um lugar simbólico".
"Aqui é onde parou a ofensiva franquista, e poucos dias depois em Elgeta; e tanto em um lugar como no outro estiveram os gudaris do PNV na linha de frente", indicou durante sua intervenção.
Aitor Esteban destacou que a lembrança do PNV aos caídos se manteve "mesmo nos anos do franquismo". Ele recordou que "era um povo daquela geração que eram civis, não eram militares. Estavam dispostos a entregar o que tinham de mais precioso em defesa de algo".
Segundo explicou o presidente do PNV, aqueles gudaris "não eram pessoas que quisessem esmagar os outros", mas sim que defendiam "uns princípios" e "o único que tentavam era se defender de uma agressão brutal".
"Por isso estamos orgulhosos, porque os ideais que eles defenderam, que eram a liberdade, os direitos humanos e a democracia, nós os temos presentes durante todos esses anos, durante todas essas décadas", sublinhou.
Os homenageados defenderam, em palavras de Aitor Esteban, "a sociedade e a todos, não a favor dos seus e contra os outros".
"Liberdade para todos, para os que pensam como você e para os que não pensam como você. Nesse sentido, acredito que eles nos marcaram um rumo. O PNV o manteve e agora nos comprometemos a que continue assim", afirmou.
Esteban insistiu que "em tempos que provavelmente serão complicados" o PNV agirá como aqueles gudaris, "sendo um parapeto diante da barbárie e diante do totalitarismo e defendendo a democracia e os direitos humanos para todos".