Vox continua sem considerar boas as explicações oferecidas esta quinta-feira pelo ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero sobre sua implicação no resgate da companhia aérea Plus Ultra, da origem das joias descobertas em seu escritório, avaliadas em 1,3 milhões de euros, e do papel desempenhado por suas filhas no que a formação considera uma "macrotrama corrupta".
Durante uma entrevista no programa Mañaneros 360 da RTVE, Zapatero negou qualquer intervenção para facilitar o resgate da Plus Ultra, explicou que as joias procedem de um "presente de cortesia pessoal", assegurando que nunca teve intenção de fraudar, e rejeitou que suas filhas atuassem como laranjas.
"Zapatero continua sem explicar qual foi seu papel no resgate, a origem das joias e o papel de suas filhas em toda essa macrotrama corrupta", censurou a porta-voz do Vox no Congresso, Pepa Rodríguez de Millán.
Críticas ao papel de Zapatero e ao Governo
Em declarações à imprensa em um dos corredores do Congresso dos Deputados, a porta-voz parlamentar reprochou que o ex-chefe do Executivo "passeie pelos estúdios como se fosse uma estrela" em vez de "declarar em um tribunal". Além disso, reiterou que "a macrotrama corrupta" não teria sido possível "sem a intermediação do Conselho de Ministros" que deu luz verde ao resgate da companhia aérea em plena pandemia e "sem a mediação, consentimento ou tolerância" de Pedro Sánchez.
Rodríguez de Millán considera "anômala" a situação política que vive a Espanha e assegurou que o Vox se dedicará a tirar Sánchez de La Moncloa. Nesse contexto, reprochou ao líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, que desse por encerrada a legislatura e "por morto" o presidente do Governo no balanço do curso político oferecido na quarta-feira.
"Nem se pode dar por morta a legislatura nem se pode dar por terminado o Governo de Sánchez e quem o fizer está muito equivocado, não conhece o PSOE e voltará a incorrer nos mesmos erros que no passado 23J", avisou a porta-voz do Vox, que instou os 'populares' a se concentrar em exercer uma oposição firme.