O Sindicato de Inquilinas decidiu continuar com o acampamento da Porta do Sol depois que o Congresso revogou nesta sexta-feira os dois decretos-lei de habitação. A mobilização seguirá assim em frente enquanto seus participantes redefinem seus próximos objetivos após a derrota parlamentar das medidas que haviam marcado como um primeiro horizonte.
A porta-voz do sindicato, Valeria Racu, explicou em declarações à TVE que o acampamento já conta com uma assembleia própria e que, "por enquanto, o acampamento continua em frente". A partir deste momento, acrescentou, terá que decidir para onde direciona a protesto.
"Terá que encontrar seus novos objetivos, terá que encontrar para onde coloca esse novo horizonte. Havíamos marcado um horizonte nos decretos reais, essas medidas mínimas. Amanhã começa também um novo horizonte", destacou Racu.
A continuidade de Sol coincide com a extensão dos protestos a outros pontos da Espanha. Segundo a porta-voz do Sindicato de Inquilinas, neste fim de semana haverá mobilizações em mais de 54 cidades, um número que a organização interpreta como uma demonstração de que os protestos transcenderam o acampamento madrilenho.
"A faísca que se acendeu em Sol não está só em Sol. A faísca que se acendeu em Sol está se acendendo em cada praça, em cada bairro", afirmou Racu.
A decisão abre uma nova etapa para a mobilização após a queda dos decretos. O acampamento continua, mas terá que fixar agora um novo horizonte de reivindicações, enquanto as organizações de inquilinos preparam um fim de semana de protestos em dezenas de cidades.