Os dois navios galegos que atualmente trabalham no oceano Índico Sul contarão a partir de agora com maiores opções de captura de austromerluza, graças às decisões adotadas na reunião anual do Acordo de Pesca do Oceano Índico Meridional (SIOFA), celebrada entre 1 e 10 de julho em Mahé (Seychelles).
Fontes do Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação explicam que o avanço mais relevante para a frota espanhola é a criação de uma nova zona de gestão, South Indian Ridge (SIR), na qual a UE concentrará 89% das possibilidades de pesca.
Na área de Del Cano também foi acordada uma modificação da repartição que eleva em 35,3% a participação atribuída, enquanto em William's Ridge se substitui o sistema anterior de células "que beneficiava os australianos" por um modelo baseado em possibilidades de pesca, com 10% para a UE e 90% para a Austrália. Nesta última área a frota comunitária não opera desde 2020.
Segundo as mesmas fontes, essas mudanças garantem uma maior estabilidade a uma pescaria de "grande valor econômico" para as companhias afetadas e supõem um reconhecimento ao compromisso da frota espanhola com uma pesca "responsável, sustentável e respeitosa com as normas internacionais".
A frota espanhola trabalha neste pesqueiro desde o ano 2000 e, atualmente, a presença da UE no âmbito da SIOFA se reduz a dois navios galegos, ambos palangreiros de fundo focados na captura de espécies demersais.
Entre as medidas aprovadas na reunião figura igualmente o aumento do limite de anzóis autorizado, que se duplica com folga ao passar de 3.000 para 6.250, uma decisão que, segundo o departamento estatal, atende a uma reivindicação do setor.
Além disso, as partes acordaram colocar em marcha o Sistema de Monitoramento Eletrônico de Navios (VMS), com a finalidade de reforçar o controle da atividade pesqueira e melhorar a luta contra a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.