O Govern abre dez processos e detecta 53 infrações em alimentos importados para as Baleares

A Conselleria abre dez expedientes e detecta 53 infrações em alimentos importados para as Baleares, reforçando os controles para evitar concorrência desleal.

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A Conselleria de Agricultura, Pesca e Meio Natural abriu dez processos sancionadores e detectou um total de 53 infrações nos controles realizados durante 2026 sobre alimentos provenientes de países terceiros e comercializados nas Baleares.

Segundo detalhou o departamento autonômico em um comunicado, este ano foram revisadas 22 referências de diferentes famílias de produtos: sete hortifrutícolas, cinco conservas vegetais, quatro frutas desidratadas, dois vinhos, duas bebidas espirituosas, uma bebida sem álcool e um aperitivo.

Nessas inspeções, foram analisados produtos originários de 15 estados não pertencentes à União Europeia, entre eles África do Sul, Brasil, Peru, China, México, Vietnã, Argentina, Tailândia, Tunísia, Turquia e Rússia.

Como resultado dessas verificações, foram abertos dez processos e registrados 49 descumprimentos relacionados à rotulagem, dois relativos à composição dos alimentos e outros dois ligados à rastreabilidade.

Por tipo de produto, as frutas desidratadas concentram o maior número de falhas de rotulagem, com 22 casos, seguidas dos artigos hortifrutícolas, com 17 infrações.

Paralelamente, nas amostras analisadas não foi encontrada presença de pesticidas proibidos. No total, foram realizadas 4.004 determinações: 1.566 em produtos hortifrutícolas, 1.233 em conservas vegetais, 972 em frutas desidratadas e 233 em aperitivos.

Essas intervenções estão inseridas no programa de controle que a Conselleria aplica sobre alimentos provenientes de fora da União Europeia e que nos últimos três exercícios foi notavelmente reforçado.

O propósito central dessas ações, além de verificar o respeito à legislação vigente, é salvaguardar os direitos dos consumidores e proteger o tecido agroalimentar das Baleares contra possíveis práticas de concorrência desleal.

"Temos muito claro que devemos estar ao lado de nossos agricultores e produtores agroalimentares", destacou o conselheiro de Agricultura, Pesca e Meio Natural, Joan Simonet.

Na mesma linha, sublinhou que não é admissível exigir altos padrões ao setor produtivo balear e, ao mesmo tempo, ignorar os requisitos que devem ser cumpridos pelos artigos importados.

"Queremos garantir que os produtos que são comercializados aqui cumprem a normativa e que nossos produtores competem em igualdade de condições", ressaltou.

Simonet enfatizou que esta estratégia de controle responde às reclamações do setor produtor das Ilhas e busca, como finalidade essencial, frear qualquer situação de concorrência desleal em relação aos elaboradores locais.

O diretor geral de Qualidade Agroalimentar e Produto Local, Joan Llabrés, apontou que esses controles "permitem verificar de maneira efetiva que os alimentos provenientes de terceiros países que são comercializados nas Ilhas cumprem as exigências estabelecidas e agir quando detectamos qualquer descumprimento".

"Continuaremos intensificando este trabalho porque as normas devem ser as mesmas para todos os produtos que chegam ao consumidor, independentemente de sua origem", concluiu.

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