Chunta Aragonesista avaliou a renúncia de Marta Tejero como diretora gerente do Instituto Aragonês de Serviços Sociais (IASS) como "um novo problema para a gestão das políticas sociais de Aragão" e reclamou ao Governo autonômico "explicações imediatas sobre todas as circunstâncias que cercam esta saída, como vai afetar a gestão e planejamento deste organismo público e, sobretudo, quando e quem vai assumir o relevo".
A deputada Mary Carmen Bozal sublinhou que "estamos falando de um organismo chave para garantir direitos e prestar serviços essenciais à cidadania, e não podemos assumir como normal que ocorram mudanças em sua máxima responsabilidade sem conhecer todas as razões e sem que exista informação clara sobre o relevo". Lembrou que o IASS assume uma parte central da política social em Aragão e se encarrega da gestão de prestações, centros, serviços e programas sociais.
Desde CHA alertaram que "esta nova demissão gera incerteza precisamente em um âmbito que necessita de estabilidade, planejamento e capacidade de gestão".
O Instituto Aragonês de Serviços Sociais coordena e organiza recursos essenciais como a atenção à dependência e à deficiência, a atenção precoce, a proteção da infância e da adolescência, o acolhimento familiar e diversos dispositivos dirigidos às pessoas idosas, pelo que, a juízo da formação aragonesista, "a falta de estabilidade em sua direção gera preocupação sobre o planejamento e o funcionamento de políticas que afetam diretamente milhares de aragoneses e aragonesas".
Em coerência com esta análise, CHA assinalou que a renúncia da responsável do IASS "evidencia um profundo mal-estar interno e discrepâncias de fundo, segundo denunciaram recentemente sindicatos como CCOO, que afetam a forma de entender a gestão pública". "O compromisso com o social e com as pessoas deve estar sempre à frente de qualquer outra consideração", acrescentaram.
Críticas à liderança do Governo de Aragão
A formação também apontou para o máximo responsável do Executivo autonômico, ao afirmar que é o presidente Jorge Azcón "quem não pode continuar deixando fazer" ao vice-presidente, Alejandro Nolasco, "e olhar para o outro lado diante de situações como esta. Sua falta de liderança e de assunção de responsabilidades abre uma nova brecha em um Governo cada vez mais marcado pelas discrepâncias e pela instabilidade".
Com este contexto, CHA avançou que registrará uma bateria de iniciativas nas Cortes de Aragão com o objetivo de esclarecer as razões que levaram Marta Tejero a formalizar sua demissão, conhecer a avaliação que realiza o Governo de Aragão sobre o que aconteceu e, de maneira especial, saber em que momento tem previsto designar a pessoa que substituirá a atual diretora gerente.
Bozal concluiu que "queremos saber o que está ocorrendo em um organismo tão importante para o sistema público de serviços sociais e exigimos que o Governo dê certezas, garanta a continuidade dos serviços públicos e explique quando vai ocorrer a mudança".