Incêndios na Espanha hoje, 20 de agosto: Las Hurdes mantém a principal emergência enquanto Salamanca contém a chegada do fogo

O incêndio de Pinofranqueado continua ativo na Extremadura e mantém evacuadas várias alquerias, embora a leve entrada do fogo em Salamanca esteja controlada e não haja chama em Castilla e León.

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incendios 20 agosto

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A situação dos incêndios florestais volta a se concentrar nesta quinta-feira na comarca cacereña de Las Hurdes, onde o incêndio declarado em Pinofranqueado continua sendo o principal foco de preocupação. A emergência mantém evacuadas várias alquerias e um amplo dispositivo de extinção trabalha sobre um incêndio que segue ativo em território extremeño.

A evolução é, no entanto, mais favorável no limite com Salamanca. O fogo chegou a passar levemente para a província castelhana e leonesa em alguns pontos, mas essa situação está controlada e não há chama em Castilla e León, segundo o último boletim divulgado pela Junta. O operativo INFOCAL mantém meios na zona para impedir uma nova propagação, enquanto o vento norte empurra o incêndio para terreno já queimado e dificulta seu avanço em direção a Salamanca.

Las Hurdes mantém o principal incêndio ativo do dia

O incêndio de Pinofranqueado, na comarca de Las Hurdes, continua sendo a principal emergência florestal da Espanha neste 20 de agosto. O fogo mantém ativado o nível 2 do Plano INFOCAEX e obrigou a desalojar diferentes alquerias da zona diante da proximidade das chamas.

O dispositivo reúne meios da Junta de Extremadura, efetivos estaduais e apoio da Unidade Militar de Emergências, com trabalhos centrados em conter os setores que continuam ativos e proteger as populações afetadas. A complicada orografia da comarca continua condicionando as labores de extinção e o acesso a algumas zonas do perímetro.

O incêndio havia gerado preocupação durante as últimas horas por sua proximidade à província de Salamanca, mas a evolução posterior reduziu esse risco imediato. A atenção se mantém agora sobre o comportamento do fogo no território extremeño e sobre os pontos do perímetro que ainda requerem vigilância.

Salamanca contém a leve entrada do incêndio e não registra chama ativa

O incêndio chegou a passar levemente para a província de Salamanca, mas a situação ficou controlada. A Junta de Castilla e León confirmou em seu último boletim que não há chama em território castelhano e leonês, embora os meios do operativo INFOCAL continuem desdobrados junto ao limite provincial.

Os trabalhos se dirigem a conter uma possível nova chegada do fogo a Salamanca. A evolução meteorológica joga, além disso, a favor do dispositivo: o vento norte desloca o incêndio para uma zona que já havia sido queimada, o que reduz as possibilidades de que a frente avance para território castelhano e leonês.

Esta atualização muda a situação em relação às informações divulgadas durante a tarde de quarta-feira. Salamanca deve manter-se como uma zona sob vigilância preventiva, mas não como um novo frente ativo da emergência.

Aldea del Fresno continua sob vigilância após ficar estabilizado

O incêndio declarado na terça-feira em Aldea del Fresno, na Serra Oeste de Madrid, apresenta uma evolução favorável depois de afetar uma zona florestal e obrigar inicialmente a adotar medidas de confinamento e evacuação preventiva.

A melhora permitiu levantar as restrições para a população e reduzir o dispositivo desplegado durante as primeiras horas. As equipes mantêm agora labores de vigilância e remate sobre o perímetro para evitar possíveis reproduções.

O fogo afetou também o entorno de outros municípios próximos e provocou cortes temporários em várias estradas, embora a evolução posterior tenha permitido recuperar progressivamente a normalidade.

La Vall d’Uixó obriga a vigiar possíveis reproduções em Castellón

As equipes de extinção tiveram que intervir novamente em Castellón depois de detectada uma reprodução do incêndio de La Vall d’Uixó em uma zona de vegetação que havia ficado sem queimar dentro do perímetro do fogo original.

A rápida atuação permitiu controlar o novo foco, mas o episódio mostra que um incêndio dado como controlado ainda pode registrar reproduções enquanto não tenha sido declarado definitivamente extinto. As altas temperaturas e a secura do terreno mantêm a vigilância sobre este tipo de zonas.

O dispositivo continua realizando acompanhamento do perímetro para detectar qualquer novo ponto quente e agir antes que possa ocorrer uma propagação de maior entidade.

Ponteareas deixa para trás a fase mais complicada do incêndio de Nogueira

O incêndio declarado na paróquia de Nogueira, em Ponteareas, evoluiu favoravelmente depois de afetar várias dezenas de hectares e complicar durante horas o trabalho das equipes pela presença de vento.

A evolução permitiu estabilizar o fogo e evitar que as chamas alcançassem as habitações próximas. Os efetivos continuam com as tarefas necessárias para consolidar o perímetro e completar a extinção.

Com esta melhoria, o incêndio galego deixa de figurar entre os principais focos de preocupação do dia, enquanto a atenção se concentra em Las Hurdes e na evolução do risco de novos incêndios nas zonas com condições meteorológicas mais adversas.

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¿Cuáles son los trámites y protocolos que se siguen en España para declarar el nivel 2 de peligrosidad en el Plan INFOEX ante incendios forestales?

En Extremadura, el denominado nivel 2 de peligrosidad del Plan INFOEX (que se corresponde con la Situación Operativa 2 del plan especial de protección civil ante incendios forestales de la comunidad) se declara cuando un incendio puede afectar gravemente a personas y bienes no forestales y exige medidas de protección y refuerzo de medios. Su activación sigue un protocolo formal, enmarcado en la Directriz Básica de Planificación de Protección Civil de Emergencia por Incendios Forestales y en el propio Plan INFOEX/plan especial autonómico.

1. Marco general y quién puede declarar el nivel 2

La Directriz Básica estatal establece que las comunidades autónomas organizan sus planes especiales contra incendios en varios niveles de gravedad (0, 1, 2 y 3) y que, a partir de ciertos umbrales, la emergencia pasa a tener una dimensión de protección civil, no solo forestal. En Extremadura, el Plan de Lucha contra Incendios Forestales (INFOEX) y el plan especial de protección civil ante incendios forestales (a menudo citado en notas oficiales como Plan INFOCAEX) prevén que:

  • La dirección del plan corresponde a la Junta de Extremadura, normalmente a través del responsable autonómico de Interior/Emergencias o de la Presidencia.
  • La declaración de la Situación Operativa 2 / nivel 2 es una decisión política y técnica: la propone el mando técnico de la emergencia y la adopta la autoridad autonómica designada en el plan (dirección del plan o quien tenga delegada esa competencia).

2. Trámites previos: valoración técnica del incendio

Antes de elevar a nivel 2, se siguen una serie de pasos técnicos dentro del dispositivo INFOEX:

  • Detección y ataque inicial: el incendio se detecta, se clasifica inicialmente (normalmente en nivel 0 o 1) y se despliegan medios de extinción del INFOEX.
  • Seguimiento operativo: los técnicos de extinción y agentes del medio natural evalúan de forma continua la evolución del fuego, la meteorología, la topografía y la proximidad a núcleos habitados o infraestructuras críticas.
  • Informe de riesgo: cuando se aprecia que el incendio puede afectar gravemente a la población, viviendas, infraestructuras o servicios esenciales, o hay simultaneidad de grandes incendios que tensionan el dispositivo, el director técnico eleva una propuesta de cambio de nivel al órgano de dirección del plan.

La Directriz Básica y los planes autonómicos subrayan que no hay un umbral fijo de hectáreas quemadas que obligue a pasar a nivel 2: la clave es el riesgo para las personas y bienes y la suficiencia de los medios disponibles.

3. Declaración formal del nivel 2 (Situación Operativa 2)

Recibida la propuesta técnica, la Junta de Extremadura sigue, de forma simplificada, este protocolo:

  • Decisión de la autoridad competente: la persona que dirige el Plan INFOEX/plan especial (consejero competente, director general de Interior/Emergencias o la propia Presidencia, según lo previsto en el plan) aprueba la declaración de Situación Operativa 2.
  • Activación plena del plan especial: con el nivel 2 se activa de forma completa la estructura del plan de protección civil ante incendios forestales en Extremadura.
  • Constitución o refuerzo del centro de coordinación: el centro autonómico de coordinación (112/Protección Civil) pasa a operar como centro de coordinación de la emergencia y, si la magnitud lo exige, se evoluciona hacia un CECOPI (centro de coordinación operativo integrado) con participación estatal, tal y como describe la guía específica sobre el CECOPI.
  • Notificación inmediata: se comunica la situación 2 a:
    • Servicios de emergencias (sanitarios, Guardia Civil, policías locales, bomberos urbanos).
    • Ayuntamientos afectados y sus alcaldes.
    • Delegación del Gobierno y órganos estatales, especialmente si se prevé solicitar medios estatales o la UME.

4. Efectos prácticos y medidas asociadas

La declaración del nivel 2 en el Plan INFOEX permite adoptar medidas que, en niveles inferiores, o bien no están previstas o tienen un alcance más limitado:

  • Refuerzo masivo de medios: incorporación de más unidades de bomberos forestales, bomberos urbanos, maquinaria pesada, medios aéreos y otros recursos especializados. La prensa ha documentado cómo, en situaciones 2 en Extremadura, se despliegan decenas de medios terrestres y aéreos además de personal técnico.
  • Solicitud de apoyo estatal: la comunidad puede pedir medios adicionales al Estado (aviones anfibios, brigadas de refuerzo BRIF, etc.) y, si la magnitud lo justifica, la intervención de la Unidad Militar de Emergencias (UME). El artículo explicativo sobre el nivel 2 recuerda que esta posibilidad es típica de este nivel, aunque no automática.
  • Medidas de protección de la población: evacuaciones preventivas, confinamientos, cortes de carreteras, protección específica de hospitales, residencias, colegios y otras instalaciones sensibles, siguiendo el esquema general de la legislación de protección civil y del CECOPI.
  • Información pública y avisos: el plan prevé canales de información coordinada a la ciudadanía (notas oficiales, redes institucionales, medios de comunicación) para explicar el estado del incendio, las órdenes de evacuación o regreso y las recomendaciones de autoprotección.

5. Desescalada y retorno a niveles inferiores

Cuando la evolución del incendio deja de suponer un riesgo grave para personas y bienes, la dirección del plan puede rebajar el nivel (de 2 a 1 o 0). Esta decisión también se basa en informes técnicos del INFOEX y se formaliza mediante resolución de la autoridad competente, manteniendo mientras tanto el dispositivo de seguimiento y la coordinación con los municipios afectados.

En resumen, el nivel 2 del Plan INFOEX no es solo una etiqueta operativa; implica un salto cualitativo de la emergencia hacia la protección civil, con decisión formal de la Junta, activación de estructuras de coordinación superiores y la posibilidad de movilizar medios estatales como la UME para salvaguardar a la población.

¿Qué competencias específicas tiene un vicepresidente y consejero de Presidencia, Interior y Emergencias en una comunidad autónoma como Extremadura?

En una comunidad autónoma como Extremadura, un vicepresidente y consejero de Presidencia, Interior y Emergencias suele concentrar funciones de apoyo directo al presidente, coordinación política del Gobierno autonómico y dirección de áreas clave como interior, protección civil y administración local. Las competencias exactas se fijan en los decretos de estructura orgánica y en los decretos de la Presidencia que reparten carteras en cada legislatura.

En el caso reciente de Extremadura, la referencia principal es el Decreto 231/2023, de 12 de septiembre, por el que se establece la estructura orgánica de la Consejería de Presidencia, Interior y Diálogo Social de la Junta de Extremadura, modificado por el Decreto 24/2024, de 19 de marzo. Estos textos detallan qué abarca una consejería de este tipo en la práctica:

  • Apoyo político y técnico a la Presidencia: la Consejería de Presidencia se define como el órgano que presta asistencia política y técnica, apoyo directo y asesoramiento general a la Presidencia de la Junta de Extremadura, salvo las materias que el propio decreto presidencial reserve expresamente a la Presidencia. Esto incluye preparación de documentación, coordinación interdepartamental y seguimiento de la acción de gobierno.
  • Relaciones con el Parlamento autonómico: a través de la Secretaría General de Relaciones con la Asamblea, le corresponde ser el “puente” entre el Gobierno y la Asamblea de Extremadura: recabar de las consejerías la información que solicitan las comisiones parlamentarias, coordinar comparecencias de los miembros del Gobierno y asegurar la correcta respuesta a iniciativas parlamentarias.
  • Secretaría del Consejo de Gobierno: la Consejería asume funciones de secretariado del Consejo de Gobierno, incluyendo la preparación del orden del día, el seguimiento y control de los acuerdos adoptados y el soporte a la Comisión de Secretarios Generales. También gestiona el Diario Oficial de Extremadura (DOE) y el Registro General de Convenios.
  • Acción exterior y relaciones con la UE: mediante la Dirección General de Acción Exterior y la Delegación de Extremadura en Bruselas, coordina la participación de la Junta de Extremadura en instituciones de la Unión Europea, la cooperación transfronteriza con Portugal, la proyección de Extremadura en el exterior y la cooperación internacional para el desarrollo.
  • Interior, emergencias y protección civil: la Secretaría General de Interior, Emergencias y Protección Civil asume la planificación, coordinación y dirección de la política autonómica de protección civil, la organización y gestión de emergencias y la coordinación de recursos como el Centro 112 Extremadura y la Academia de Seguridad Pública de Extremadura. Incluye tareas de prevención de riesgos, planificación de emergencias, coordinación con entidades locales y apoyo técnico en materia de protección civil.
  • Administración local y mundo municipal: a través de la Dirección General de Administración Local, ejerce funciones de asesoramiento jurídico a los municipios, tramitación de expedientes de creación, supresión y modificación de términos municipales, supervisión de la adecuación al ordenamiento de los actos locales, gestión de fondos de cooperación municipal y relación económico‑financiera con las entidades locales.
  • Relaciones con la ciudadanía y diálogo social: la Consejería se ocupa de las relaciones con la ciudadanía, las entidades locales territoriales y no territoriales, y de la coordinación del diálogo con los agentes económicos y sociales, como mecanismo de concertación y participación en el diseño y seguimiento de las políticas públicas.
  • Servicios jurídicos y asesoramiento legal: integra la Abogacía General de la Junta de Extremadura, responsable de la representación y defensa en juicio de la Administración autonómica y del asesoramiento jurídico al Gobierno.

Cuando el titular de esta consejería ostenta además la Vicepresidencia del Gobierno autonómico, sus competencias se amplían en la práctica con funciones de:

  • Sustitución del presidente en casos de ausencia, enfermedad u otros supuestos previstos en el Estatuto de Autonomía y la Ley del Gobierno autonómico.
  • Coordinación política entre consejerías, especialmente en asuntos transversales o de emergencia que afecten a varias áreas del Gobierno.
  • Impulso y seguimiento de las prioridades estratégicas del Ejecutivo, canalizando decisiones del presidente hacia el resto de miembros del Consejo de Gobierno.

Las normas clave de Extremadura que ilustran esta configuración son, entre otras:

En resumen, en una comunidad como Extremadura el vicepresidente y consejero de Presidencia, Interior y Emergencias actúa como núcleo político‑institucional del Gobierno: apoya y, en su caso, sustituye al presidente; articula la relación con el Parlamento, los municipios, la ciudadanía y los agentes sociales; y dirige los sistemas de interior, protección civil y emergencias que garantizan la seguridad y respuesta ante crisis en el territorio.

¿Qué requisitos legales existen en España para ordenar la evacuación de poblaciones ante una emergencia por incendio forestal?

En España, la orden de evacuar poblaciones ante un incendio forestal se apoya en el marco general de protección civil y en la planificación específica frente a este riesgo. No es una decisión discrecional, sino una medida prevista en leyes y planes que fijan quién puede adoptarla, en qué condiciones y con qué garantías para la población afectada.

Marco jurídico básico

  • Ley 17/2015, de 9 de julio, del Sistema Nacional de Protección Civil (texto en BOE), que define la protección civil como servicio público, articula el Sistema Nacional y fija derechos, deberes y medidas en emergencias.
  • Real Decreto 893/2013, de 15 de noviembre, que aprobó la Directriz básica de planificación de protección civil de emergencia por incendios forestales (derogada en gran parte por la nueva Norma Básica, pero aplicable transitoriamente), donde se establecen los requisitos mínimos de los planes especiales ante incendios forestales.
  • Plan Estatal de Protección Civil para Emergencias por Incendios Forestales, aprobado por Acuerdo del Consejo de Ministros de 24 de octubre de 2014 (BOE-A-2014-11493), que organiza la respuesta estatal y el apoyo a las comunidades autónomas.
  • Normativa sectorial como el Real Decreto-ley 15/2022, de 1 de agosto, sobre incendios forestales (BOE-A-2022-12926), que refuerza la planificación autonómica de prevención, vigilancia y extinción, incluyendo restricciones de acceso y circulación en situaciones de riesgo extremo.

Quién puede ordenar la evacuación

La Ley 17/2015 configura un Sistema Nacional de Protección Civil que integra la actuación de todas las administraciones. De su estructura y de la planificación derivan las competencias para evacuar:

  • Ámbito local: los alcaldes y las autoridades municipales actúan como autoridades de protección civil en su término municipal a través de los planes de actuación de ámbito local integrados en los planes especiales autonómicos de incendios forestales. En la práctica, son quienes ordenan las evacuaciones de núcleos concretos, siguiendo los niveles de emergencia y procedimientos fijados en esos planes.
  • Ámbito autonómico: las comunidades autónomas tienen sus propios planes especiales de protección civil ante incendios forestales, elaborados conforme a la directriz básica. El director del plan autonómico (por lo general, una alta autoridad de protección civil o interior) puede disponer evacuaciones cuando la emergencia supera el ámbito local o afecta a varias entidades locales.
  • Ámbito estatal: el Estado interviene especialmente en emergencias de interés nacional, figura regulada en la Ley 17/2015. En esos casos, el Ministro del Interior, a través del Centro Nacional de Seguimiento y Coordinación de Emergencias de Protección Civil y de los Delegados del Gobierno, asume la dirección y puede ordenar o coordinar evacuaciones masivas, integrando operativamente a los órganos autonómicos.

Requisitos y límites jurídicos de la evacuación

La evacuación implica restricciones serias de derechos, por lo que la Ley 17/2015 establece varias garantías:

  • Base legal y planificación previa: la evacuación debe estar prevista como medida en los planes de protección civil (territoriales y especiales por incendios forestales) aprobados por las autoridades competentes. Estos planes definen:
    • Los niveles operativos de emergencia y los escenarios en que procede evacuar.
    • Las cadenas de mando y los responsables de activar la medida.
    • Los procedimientos de aviso y los itinerarios y puntos de concentración.
  • Legitimidad de las órdenes: el artículo sobre el deber de colaboración dispone que, en emergencias, cualquier persona mayor de edad debe cumplir las órdenes e instrucciones de la autoridad de protección civil. Entre ellas se incluyen las órdenes de evacuación.
  • Entrada en domicilio y desalojo: cuando sea preciso entrar en domicilios y evacuar a personas en peligro, se remite a la Ley Orgánica 4/2015, de protección de la seguridad ciudadana, cuyo artículo 15.2 regula la entrada en domicilio por causa de flagrante delito o para evitar daños inminentes y graves a las personas. En situación de riesgo grave por incendio, esta base permite el acceso para forzar la salida de personas que no puedan o no quieran evacuar.
  • Proporcionalidad y duración limitada: las medidas restrictivas de derechos han de ser:
    • Limitadas al tiempo estrictamente necesario para afrontar la emergencia.
    • Adecuadas a la entidad del riesgo; la ley exige que se ajusten a la gravedad de la situación.
  • Deber de información: todos tienen derecho a ser informados adecuadamente de los riesgos colectivos, de las medidas previstas y de las conductas a seguir. La autoridad que ordena la evacuación debe acompañar la decisión de instrucciones claras y accesibles, especialmente para personas con discapacidad.
  • Requisa de bienes y uso de medios privados: la autoridad de protección civil puede requisar temporalmente bienes o intervenirlos (por ejemplo, vehículos, alojamientos) para ejecutar la evacuación, con derecho a indemnización posterior según la ley.

Relación entre niveles de administración

La evacuación de poblaciones durante un incendio forestal es, por diseño, una decisión coordinada:

  • Los servicios municipales y autonómicos de protección civil y extinción de incendios son los primeros responsables de valorar el riesgo y proponer la evacuación.
  • Cuando el incendio supera la capacidad autonómica o afecta a intereses nacionales, se activa el Plan Estatal, que articula la intervención estatal (incluida, en su caso, la Unidad Militar de Emergencias) y armoniza las decisiones de evacuación en varios territorios.
  • En todo caso, las competencias estatales se ejercen respetando el reparto constitucional de funciones, pero con un deber reforzado de colaboración y solidaridad interterritorial.

En resumen, para evacuar legalmente una población por incendio forestal en España deben concurrir: una emergencia real o inminente, una autoridad de protección civil competente actuando conforme al plan de protección civil aplicable, y el respeto a los principios de legalidad, proporcionalidad, información a la ciudadanía y tiempo limitado de las restricciones.

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