As agências de viagens reclamam ao novo Governo mudanças no Imserso, saída do registro 933/2021 e mais apoio na UE

CEAV apresenta 12 demandas ao novo Governo: reforma do Imserso, mudanças no RD 933/2021, luta contra o intrusismo e mais apoio na UE.

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A Confederação Espanhola de Agências de Viagens (CEAV) apresentou um documento atualizado com uma dúzia de demandas chave dirigido ao futuro Executivo. Entre as principais solicitações figuram a exclusão das agências do âmbito de aplicação do Real Decreto 933/2021, a reforma do programa de turismo do Imserso com um aumento de vagas e a defesa do setor em diferentes expedientes normativos europeus.

Segundo detalha a organização empresarial em uma nota, o atual sistema de registro documental de viajantes impõe obrigações "desproporcionais" às agências, e a patronal duvida que se encaixe plenamente com a ordenação jurídica espanhola e com a normativa europeia de proteção de dados.

Quanto ao Imserso, a Confederação reclama elevar o volume de vagas disponíveis, revisar as condições econômicas de participação das agências e modernizar as ferramentas de reserva. A isso soma a necessidade de uma alocação de vagas mais equilibrada, a revisão dos turnos e a simplificação da tramitação administrativa associada ao programa.

Respecto à transposição à legislação nacional da nova Diretiva Europeia de Viagens Combinados, a CEAV defende que não se introduzam cargas adicionais às já fixadas pela normativa comunitária e que se mantenham tanto os prazos atuais de gestão de reclamações como a estrutura básica do sistema espanhol de garantias frente à insolvência.

No âmbito europeu, a patronal expressou sua inquietação por determinadas propostas sobre os direitos dos passageiros aéreos, em particular pela obrigação de que as agências reembolsem as comissões de intermediação quando se devolve o valor de um bilhete, mesmo que o serviço de assessoria e emissão tenha sido prestado de forma correta.

Em relação a este assunto, a CEAV solicita que a Espanha impulse a impugnação de tais medidas perante o Tribunal de Justiça da UE.

No terreno fiscal, outra das linhas prioritárias é a revisão do Regime Especial das Agências de Viagens (REAV), com o objetivo de simplificar seu funcionamento e corrigir as distorções que, a juízo da Confederação, "afetam a competitividade do setor".

LUTA CONTRA O INTRUSISMO E MELHOR COORDENAÇÃO

O documento incorpora, além disso, propostas específicas para combater o intrusismo profissional no âmbito das agências, mediante uma campanha informativa dirigida aos consumidores sobre as garantias que oferece contratar com empresas legalmente estabelecidas, com especial foco nos canais digitais e nas redes sociais.

CEAV propõe igualmente a criação de um canal de interlocução direta e estável com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, com o fim de melhorar a atualização das recomendações oficiais de viagem. "O objetivo é reforçar a troca de informações diante de crises ou situações extraordinárias que possam afetar a segurança dos viajantes e a atividade turística", destacou a patronal.

No plano institucional, outra das reclamações passa por reforçar o grupo de trabalho sobre vistos no qual participam o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Turespaña e representantes do setor, com o propósito de acelerar os trâmites e resolver os problemas que dificultam a chegada de turistas internacionais à Espanha.

De cara à próxima Legislatura, CEAV incorpora também outras linhas de atuação: agilizar o pagamento das bonificações ao transporte para residentes nas Canárias, Baleares, Ceuta e Melilla; colocar em marcha um Instituto Tecnológico das Agências de Viagens, em coordenação com o Instituto Tecnológico Hoteleiro; estender o Bono Cultural Jovem às viagens de natureza cultural; e reformar o artigo 102 da Lei de Ordenação dos Transportes Terrestres.