A inflação ameaça 'comer' o aumento salarial: três comparações para saber o que acontece com o poder aquisitivo

O dado definitivo de julho de 2026 é de 3,6%. O salário bruto anual cresceu 3,1% em 2025 em comparação com 2,9% do IPC, enquanto os acordos assinados em 2026 mostram diferenças conforme seu âmbito e a OCDE adverte que os salários reais continuam abaixo de 2021.

4 minutos

inflación salarios

inflación salarios

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

Última atualização

4 minutos

Mais lido

Grandes cifras que ocupam manchetes e convidam a presumir ao Governo de sua gestão econômica. Em paralelo, outras quantidades, não tão vastas –mas com uma influência maior nas ‘coisas do comer’– que diminuem o bolso do cidadão. Do parangón emana uma distorção evidente: embora Espanha atravesse um bom momento em termos macroeconômicos, isso não se traduz em uma melhoria da qualidade de vida (senão tudo o contrário). E uma das razões há que buscá-la na inflação, já que o aumento dos salários se dá de frente com o encarecimento acumulado dos bens e serviços.

O IPC se situou em julho em 3,6%, segundo o dado definitivo dado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Quatro décimos acima dos 3,2% registrados em junho. A inflação havia começado 2026 em 2,3%, subiu até 3,4% em março e manteve-se depois em 3,2% durante abril, maio e junho. O 3,6% de julho supõe, portanto, o nível mais elevado desde março.

Em 2025 os salários superaram a inflação, mas por pouco

Uma primeira comparação permite colocar em contexto a evolução dos salários durante o ano passado. O salário bruto anual por trabalhador alcançou 28.410,78 euros em 2025, um 3,1% mais do que em 2024, segundo a Pesquisa Anual de Custo Laboral do INE.

O IPC fechou 2025 em 2,9%, de modo que o aumento do salário bruto anual médio ficou duas décimas acima da inflação registrada em dezembro. Tomando essas duas referências, o crescimento salarial superou ligeiramente o encarecimento dos preços ao fechamento do ano.

A comparação tem uma limitação que convém ter em conta: o 3,1% mede quanto aumentou o salário bruto anual médio entre 2024 e 2025, enquanto que o 2,9% reflete a variação dos preços entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. Por isso, as duas cifras permitem observar a relação entre salários e inflação, mas não calcular diretamente quanto aumentou ou diminuiu o poder aquisitivo de cada trabalhador.

Os convenções de 2026 deixam uma fotografia desigual

Os dados da Estatística de Convenções Coletivas de Trabalho mostram outra perspectiva. Entre os convenções assinados em 2026, a subida salarial média pactuada é de 3,76% (acima de 3,6%). No total, são 460 convenções que afetam 1.136.238 trabalhadores, segundo os dados que recolhe a estatística do Ministério do Trabalho.

Mas esse percentual muda em função do âmbito do acordo. Os 321 acordos de empresa assinados em 2026, que afetam 76.736 trabalhadores, contemplam um aumento médio de 2,97%. Os três acordos de grupo de empresas, com 1.193 trabalhadores afetados, pactuam um incremento de 3,47%. Nos 136 acordos setoriais, que afetam 1.058.309 trabalhadores, o aumento médio atinge 3,82%.

A comparação com os 3,6% de inflação de julho deixa assim três situações diferentes. Os acordos de empresa ficam 0,63 pontos abaixo do IPC e os de grupo de empresas também são inferiores (-0,13). Os acordos setoriais, por outro lado, superam a inflação em 0,22 pontos.

Não se trata, no entanto, de uma comparação exata. O IPC mede a evolução dos preços entre julho de 2025 e julho de 2026, enquanto a estatística de acordos registra as variações salariais pactuadas nos acordos registrados durante 2026. Além disso, um aumento salarial pactuado em um acordo não implica necessariamente que todos os trabalhadores afetados já tenham visto essa subida aplicada em seu salário.

Os salários reais cresceram 2%, mas continuam abaixo de 2021

A terceira cifra analisada por Demócrata permite medir diretamente o que ocorreu com o poder aquisitivo dos salários. A OCDE aponta em seu relatório Perspectivas do emprego da OCDE 2026 que os salários reais na Espanha cresceram 2% durante o último ano. Por se tratar de salários reais, essa cifra já desconta o efeito da inflação: não é um aumento salarial nominal ao qual se deve subtrair posteriormente a evolução do IPC.

A comparação que faz a organização toma como referência o primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Portanto, esse 2% não significa que os salários reais aumentaram 2% durante todo 2025 nem pode ser comparado diretamente com os 2,9% com os quais a inflação terminou aquele ano. O que mostra é que, depois de descontar a evolução dos preços, os salários recuperaram parte de sua capacidade de compra durante o último ano analisado.

Apesar dessa melhora, a recuperação continua sendo incompleta: a OCDE calcula que os salários reais na Espanha ainda estavam 2% abaixo de seu nível do primeiro trimestre de 2021. O organismo coloca assim a Espanha entre os países da OCDE onde mais retrocedeu o poder aquisitivo dos salários desde então.

A previsão para 2026 e 2027 também não é de uma forte recuperação

A OCDE também não espera um aumento significativo dos salários reais nos próximos dois anos. Sua previsão para a Espanha aponta para um estancamento dos salários reais durante 2026 e 2027, em um cenário marcado por novas pressões sobre os preços e por um crescimento da produtividade laboral que tem sido fraco durante a última década.

A organização também aponta que os importantes aumentos do salário mínimo protegeram contra a inflação os trabalhadores com menores rendimentos, mas considera que isso convive com um estancamento mais amplo dos salários em boa parte do mercado de trabalho. A evolução da produtividade será outro dos fatores determinantes para que os cidadãos possam recuperar capacidade de compra de forma sustentada.

Mais chaves, contexto e perguntas com FREN

CONTEÚDO GERADO POR IA

¿Cuáles son los pasos necesarios para la negociación y registro de un convenio colectivo en España?

La información disponible no detalla el procedimiento específico para la negociación, registro y publicación de un convenio colectivo en España, por lo que no es posible describir con rigor jurídico cada fase ni sus requisitos formales. Las fuentes solo recogen, de forma precisa, el procedimiento general que sigue una ley en España desde su presentación hasta su aprobación y publicación. A partir de ese material, únicamente puede explicarse cómo se estructura en España un procedimiento normativo complejo (con fases sucesivas y órganos intervinientes), pero sin extrapolar de forma técnica y detallada al ámbito de los convenios colectivos. Por tanto, cualquier explicación minuciosa de requisitos concretos de los convenios (plazos, órganos registrales, documentación exacta, etc.) sería una invención y no puede darse con fiabilidad.

Lo que sí se conoce: la lógica general de los procedimientos normativos

Las fuentes disponibles describen el recorrido típico de una ley en España, que sirve como referencia para entender cómo se organizan los procedimientos formales en el sistema jurídico español, aunque no sustituye a la regulación específica de los convenios colectivos.

En términos generales, se distinguen varias fases ordenadas:

  • Presentación de la iniciativa: puede tratarse de un proyecto de ley presentado por el Gobierno o de una proposición de ley presentada por diputados, grupos parlamentarios, el Senado, asambleas autonómicas o mediante iniciativa popular.
  • Admisión o toma en consideración: en el caso de las proposiciones de ley, el Pleno del Congreso decide si admite o no a trámite la iniciativa; en el caso de proyectos de ley del Gobierno, la Mesa del Congreso califica y admite a trámite.
  • Asignación a comisión y apertura de enmiendas: la Mesa del Congreso envía el texto a la comisión competente y se abre un plazo para que los grupos parlamentarios presenten enmiendas.
  • Debate en comisión: se discute el texto y las enmiendas, y la comisión elabora un dictamen.
  • Debate y votación en Pleno del Congreso: el Pleno debate el dictamen y las enmiendas que se han mantenido vivas y vota un texto final.
  • Remisión al Senado: el texto aprobado se envía al Senado, que puede aprobarlo, enmendarlo o vetarlo.
  • Respuesta del Congreso: si hay enmiendas o veto del Senado, el Congreso decide si acepta esas enmiendas o si levanta el veto con las mayorías establecidas.
  • Sanción, promulgación y publicación: el Rey sanciona y promulga la ley, que se publica en el Boletín Oficial del Estado (BOE) y entra en vigor en la fecha que la propia ley indique o, en su defecto, a los 20 días de su publicación.

Este esquema muestra cómo en España los procedimientos normativos se estructuran en fases sucesivas (iniciativa, tramitación, aprobación, publicación), con controles formales en cada paso. Esa lógica de “fase de elaboración y negociación”, seguida de “fase de aprobación formal” y, finalmente, “fase de publicación oficial”, es común a muchos procesos jurídicos, aunque las reglas concretas cambian según el tipo de norma o instrumento (ley, reglamento, convenio colectivo, etc.).

Límites de la información disponible sobre convenios colectivos

En relación concreta con tu pregunta —los pasos necesarios para la negociación y registro de un convenio colectivo en España— las fuentes accesibles no aportan datos específicos sobre:

  • Cómo se inicia formalmente la mesa negociadora entre representantes de trabajadores y de la empresa o del sector.
  • Qué requisitos formales rigen la validez del acuerdo alcanzado (quórum, legitimación representativa, actas de negociación, etc.).
  • Qué órgano administrativo es competente para el registro y depósito del convenio en cada ámbito (estatal, autonómico, sectorial, de empresa), ni qué documentación debe acompañarse.
  • Qué plazos se aplican para la inscripción, resolución administrativa y eventual publicación oficial.
  • Cómo se articula exactamente la fase de publicación (por ejemplo, en qué boletín oficial y con qué efectos temporales de entrada en vigor).

Dado que no se dispone de esa información específica en las fuentes, no es posible describir con precisión jurídica las fases de negociación, aprobación, registro, depósito y publicación de un convenio colectivo, ni enumerar sus requisitos formales sin incurrir en invenciones o inexactitudes.

Orientación general (sin contenido técnico específico)

A la vista de lo anterior, solo puede ofrecerse una orientación muy general, no técnica, basada en la lógica de los procedimientos formales en España:

  • Normalmente existe una fase de negociación entre las partes legitimadas (representación de trabajadores y empleadores), en la que se discuten y pactan las condiciones.
  • Tras el acuerdo, suele haber una fase de formalización, en la que el contenido pactado se plasma en un texto completo y se certifica por quienes tienen capacidad representativa.
  • Posteriormente, se prevé una fase de control y registro administrativo, en la que una autoridad laboral examina ciertos requisitos formales y procede, en su caso, a registrar y depositar el convenio.
  • Finalmente, suele contemplarse una fase de publicación oficial en un boletín, a partir de la cual el convenio despliega sus efectos generales.

Sin embargo, los detalles concretos de cada una de estas fases en materia de convenios colectivos (documentos exigidos, plazos, competencias administrativas, mecanismos de impugnación, etc.) no constan en la información consultada. Por tanto, para conocer con exactitud el procedimiento legal ordinario sería imprescindible acudir directamente a la normativa laboral vigente (como el Estatuto de los Trabajadores) y a la regulación específica sobre registro y publicación de convenios, así como, en su caso, a la práctica administrativa de las autoridades laborales competentes.

¿Qué normas concretas regulan hoy en día la negociación y el registro de convenios colectivos en España? ¿Qué diferencias existen entre un convenio colectivo de empresa y uno sectorial en cuanto a su tramitación formal y efectos jurídicos? ¿Qué mecanismos de impugnación o control judicial existen frente a un convenio colectivo ya registrado y publicado?

¿Qué competencias tiene el Ministerio de Trabajo en la estadística y control de los convenios colectivos?

El Ministerio de Trabajo y Economía Social tiene tres grandes funciones en materia de convenios colectivos: gestiona el registro, depósito y publicación de los convenios de ámbito estatal o supraautonómico; coordina y explota la estadística oficial de convenios a partir de la información que recoge el registro; y ejerce un control administrativo de legalidad limitado, que se concreta en verificar requisitos formales y, en su caso, comunicar a la jurisdicción social las posibles ilegalidades. Todo ello se articula principalmente a través del registro electrónico (REGCON) regulado por el Real Decreto 713/2010 y sus posteriores desarrollos.

1. Marco general: Estatuto de los Trabajadores

La base legal está en el artículo 90 del Estatuto de los Trabajadores (Texto Refundido aprobado por el Real Decreto Legislativo 2/2015). Aunque en los extractos consultados no aparece el texto literal del artículo, el propio Real Decreto 713/2010 indica que desarrolla el art. 90.2 ET, que impone el registro, depósito y publicación de los convenios, y se remite también al art. 90.5 ET para las comunicaciones a la jurisdicción social cuando la autoridad laboral aprecia ilegalidad o lesión grave del interés de terceros.

En suma, el Estatuto atribuye a la “autoridad laboral” (en el ámbito estatal, el Ministerio de Trabajo) la obligación de registrar y publicar los convenios debidamente negociados y la facultad de poner en conocimiento de los tribunales las posibles ilegalidades, pero no le otorga poder de homologación material del contenido del convenio.

2. Registro, depósito y publicación: REGCON y base de datos central

El instrumento técnico clave es el registro electrónico de convenios y acuerdos colectivos de trabajo (REGCON), regulado por el Real Decreto 713/2010, cuya denominación actual, tras el Real Decreto 901/2020, es “sobre registro y depósito de convenios colectivos, acuerdos colectivos de trabajo y planes de igualdad”.

De los artículos y fragmentos consultados del Real Decreto 713/2010 se desprenden varias competencias directas del Ministerio:

  • Creación y gestión del registro estatal: se crea un registro de convenios y acuerdos colectivos de ámbito estatal o supraautonómico, “adscrito a la Dirección General de Trabajo del Ministerio de Trabajo e Inmigración como autoridad laboral competente”, encargado de la inscripción de todos los actos inscribibles de ese ámbito.
  • Definición de los actos inscribibles: el art. 2 incluye convenios del Título III ET, acuerdos interprofesionales, laudos con eficacia de convenio, planes de igualdad, acuerdos de mediación, extensiones de convenios, etc.
  • Creación y gestión de la base de datos central: el capítulo III crea una “base de datos central de convenios y acuerdos colectivos de trabajo y planes de igualdad”, cuya gestión corresponde al Ministerio. Todas las autoridades laborales (incluidas las autonómicas) deben remitir los asientos electrónicos y los enlaces a los boletines oficiales para su integración en esta base.
  • Publicación en el BOE: una vez inscrito el convenio estatal, la Dirección General de Trabajo dicta resolución ordenando su registro, depósito y publicación en el Boletín Oficial del Estado (ejemplos recientes pueden verse en resoluciones como la del convenio estatal de jardinería 2025‑2030, publicada por la Resolución de 20 de enero de 2026, o múltiples convenios registrados en 2023‑2025 como el VII convenio general de la construcción, [enlace]).

3. Funciones estadísticas sobre convenios colectivos

El Real Decreto 713/2010 incorpora explícitamente una función estadística. El propio preámbulo subraya que la regulación responde, entre otras razones, a “las obligaciones estadísticas con los diversos organismos internacionales”. El artículo 6, desarrollado en los extractos consultados, prevé que junto a la solicitud de inscripción se cumplimenten modelos de carácter estadístico recogidos en el anexo 2, “a efectos de elaboración de la estadística de convenios colectivos”.

Los anexos 2.I a 2.V contienen las “hojas estadísticas” de convenios de empresa, de sector, revisiones salariales y planes de igualdad. Estos modelos han sido actualizados por la Orden TES/1573/2025, cuyo preámbulo precisa que:

  • El objeto de las hojas es “recabar los datos necesarios para la elaboración de la estadística de convenios colectivos”.
  • Las modificaciones se han trabajado en el “Grupo Técnico tripartito para el seguimiento y la mejora de la información relativa a la negociación colectiva, al registro de convenios y acuerdos colectivos de trabajo y al funcionamiento de la aplicación informática que le da soporte (REGCON)”, integrado por el Ministerio y las organizaciones sindicales y empresariales más representativas.
  • La orden se dicta al amparo del art. 149.1.7.ª CE (competencia estatal en legislación laboral) y de la habilitación de la disposición final tercera del Real Decreto 713/2010 para que la persona titular del Ministerio modifique los modelos oficiales del anexo 2.

Es decir, el Ministerio no solo recoge los datos en REGCON, sino que diseña los cuestionarios estadísticos, coordina técnicamente la información y elabora la estadística oficial de convenios colectivos, en el marco del Plan Estadístico Nacional aprobado por el Real Decreto 1225/2024.

4. Control de legalidad y verificación administrativa

El control de legalidad del Ministerio es formal y de advertencia, no de aprobación material del contenido. Del propio Real Decreto 713/2010 se extraen tres niveles:

  • Control de requisitos formales: el registro puede requerir subsanaciones si la solicitud “no reúne los requisitos exigidos por la normativa vigente”, con plazo de 10 días; en caso de no subsanar, se declara el desistimiento.
  • Verificación de legalidad e interés de terceros: “comprobado que el convenio o acuerdo colectivo no vulnera la legalidad vigente ni lesiona gravemente el interés de terceros, la autoridad laboral competente procederá a dictar resolución ordenando su registro, depósito y publicación en el boletín oficial correspondiente”.
  • Comunicación a la jurisdicción social: cuando aprecia posible ilegalidad o lesión grave, la autoridad laboral formula la comunicación prevista en el art. 90.5 ET al órgano judicial competente. El Real Decreto 713/2010 prevé la inscripción en REGCON de esas comunicaciones y de las sentencias que se dicten, así como que la actuación posterior (registro y publicación) se ajuste a lo que disponga la sentencia.

En definitiva, el Ministerio de Trabajo y Economía Social actúa como autoridad laboral estatal que organiza el sistema de registro electrónico de convenios (REGCON), explota la estadística derivada de la negociación colectiva y ejerce un control limitado de legalidad mediante la verificación formal de los convenios y la puesta en conocimiento de los tribunales de las posibles ilegalidades, sin que exista una “homologación” o aprobación discrecional del contenido negociado.

¿En qué se diferencia exactamente el papel del Ministerio de Trabajo y el de las comunidades autónomas en el registro de convenios colectivos? ¿Qué tipo de datos concretos se recogen en las nuevas hojas estadísticas del anexo 2 del Real Decreto 713/2010 tras la Orden TES/1573/2025? ¿Cómo funciona en la práctica la impugnación de un convenio colectivo cuando la autoridad laboral aprecia que vulnera la legalidad?

¿Qué requisitos legales deben cumplirse para que una subida salarial pactada en convenio sea de aplicación efectiva en la nómina de los trabajadores?

Para que una subida salarial pactada en convenio colectivo se aplique efectivamente en nómina en España, el convenio debe ser válidamente negociado y firmado, registrado y publicado en el boletín oficial correspondiente, y haber entrado en vigor en los términos que el propio convenio fije. Desde ese momento, sus tablas salariales tienen fuerza vinculante para todas las empresas y personas trabajadoras incluidas en su ámbito, sin necesidad de acuerdo individual, respetando siempre el salario mínimo interprofesional y las reglas de compensación y absorción. El convenio puede prever efectos retroactivos y la comisión paritaria tiene un papel clave para aclarar dudas sobre fechas, cuantías y forma de aplicación. Solo mediante un procedimiento de “descuelgue” o inaplicación (art. 82.3 ET) la empresa podría dejar de aplicar el incremento, con requisitos muy estrictos.

1. Fuerza vinculante del convenio y ámbito de aplicación

La Constitución reconoce el derecho a la negociación colectiva y la fuerza vinculante de los convenios en su artículo 37, según la Constitución Española. El Estatuto de los Trabajadores (ET), aprobado por el Real Decreto Legislativo 2/2015, desarrolla este mandato.

El artículo 82 ET establece que los convenios colectivos, como resultado de la negociación entre representantes de trabajadores y empresarios, obligan a todos los empresarios y trabajadores incluidos en su ámbito y durante todo el tiempo de su vigencia. Por tanto, si el incremento salarial figura en el convenio aplicable (sectorial o de empresa), es de aplicación directa a todas las personas afectadas, sin necesidad de firmar anexos individuales al contrato.

2. Requisitos formales: negociación, registro y publicación

El Título III del ET (arts. 82 a 92) exige que el convenio haya sido:

  • Negociado por sujetos legitimados (arts. 87 y 88 ET), con una comisión negociadora válidamente constituida.
  • Firmado por las partes con los requisitos de mayoría previstos (art. 89.3 ET).
  • Formalizado por escrito, bajo sanción de nulidad (art. 90.1 ET).
  • Presentado a la autoridad laboral para su registro y depósito en el plazo de 15 días desde la firma (art. 90.2 ET), desarrollando este trámite el Real Decreto 713/2010, posteriormente modificado por el Real Decreto 901/2020 y por la Orden TES/1573/2025.
  • Publicado en el BOE o boletín autonómico/provincial en un máximo de 20 días desde su presentación (art. 90.3 ET).

En la práctica, las subidas se incorporan a través de resoluciones de registro y publicación de convenios o revisiones salariales, como ilustran diversas resoluciones de la Dirección General de Trabajo (por ejemplo, para consultoría y TIC en 2024, seguros, u otras tablas: consultoría, seguros 2022–2023, seguros 2022, Grupo Acrismatic, ESC Servicios Generales, sector cementero, adaptación al SMI 2024, Mahou, Agencia EFE, Ley 1/2020, FOGASA 2023, Cruz Roja – corrección, Cruz Roja – estatutos).

3. Entrada en vigor y posible retroactividad

El artículo 90.4 ET indica que el convenio entra en vigor en la fecha que acuerden las partes; si nada se dice, desde la publicación. Es muy frecuente que las tablas tengan efectos desde una fecha anterior al BOE (por ejemplo, “con efectos desde 1 de enero del año X”). En ese caso, la empresa debe aplicar la subida desde esa fecha, abonando atrasos en la nómina (o mediante liquidación específica), incluso aunque la publicación sea posterior.

La duración, prórroga y ultraactividad de los convenios se regulan en el artículo 86 ET, que permite que, denunciado el convenio, siga aplicándose mientras se negocia otro. Si el nuevo convenio o revisión salarial fija incrementos para un periodo ya trabajado, la retroactividad será obligatoria en los términos pactados.

4. Límites: SMI, estructura salarial y compensación/absorción

El ET, en su artículo 26, define salario y estructura salarial, y en el apartado 5 prevé que “operará la compensación y absorción cuando los salarios realmente abonados, en su conjunto y cómputo anual, sean más favorables” que los fijados en la norma o convenio. Es decir, si un trabajador ya percibe, en cómputo anual, más de lo que marca la nueva tabla, la empresa podría absorber parte del incremento, salvo que el convenio prohíba expresamente esa compensación.

El artículo 27 ET regula el salario mínimo interprofesional: el Gobierno lo fija anualmente, y la revisión “no afectará a la estructura ni a la cuantía de los salarios profesionales cuando estos, en su conjunto y cómputo anual, fueran superiores a aquel”. En todo caso, ningún salario por jornada completa puede quedar por debajo del SMI; si las tablas lo situaran por debajo, la empresa debe como mínimo elevarlo hasta ese umbral.

5. Comisión paritaria, descuelgue y acuerdos individuales

El artículo 85.3 ET exige que todo convenio designe una comisión paritaria, competente para interpretar el convenio y resolver discrepancias. Ante dudas sobre desde cuándo se aplica la subida, cómo se calculan los atrasos o si cabe compensación/absorción, las partes pueden acudir a esta comisión; sus acuerdos, o los laudos arbitrales previstos en el artículo 91 ET, tienen la misma eficacia que el propio convenio.

La empresa solo puede dejar de aplicar el incremento mediante un descuelgue salarial al amparo del artículo 82.3 ET, cuando concurran causas económicas, técnicas, organizativas o productivas y previa negociación con la representación de los trabajadores. Sin ese procedimiento y sin acuerdo (o decisión arbitral o de la Comisión Consultiva Nacional), la empresa está obligada a reflejar la subida del convenio en la nómina.

6. Otras referencias normativas relacionadas

El marco general se completa con reformas y normas conexas que han ido modificando parcialmente el ET o el contexto laboral (Real Decreto-ley 4/2017, Real Decreto-ley 8/2017, Real Decreto-ley 28/2018, Real Decreto-ley 32/2021, Real Decreto-ley 5/2013, Ley 1/2014, así como otras disposiciones sectoriales o ajenas al ámbito laboral como Real Decreto 635/2022, Real Decreto 243/2022, Real Decreto 157/2022, Orden ECE/1052/2018, Orden PRE/2900/2003, Orden 368/2000), que no alteran, sin embargo, los requisitos básicos expuestos para la aplicación de las subidas salariales de convenio.

¿Cómo se calcula en la práctica la compensación y absorción cuando un salario ya supera las nuevas tablas del convenio? ¿En qué supuestos concretos puede una empresa acudir al descuelgue salarial del artículo 82.3 del Estatuto de los Trabajadores y qué pasos debe seguir? ¿Qué plazos máximos tiene una empresa para abonar atrasos salariales cuando el convenio fija una subida con efectos retroactivos?

Jogar

Teste o que você sabe com FREN!

Quanto você sabe sobre esse assunto? Responda o seguinte 3 questões.

¿Cuál fue la subida salarial media pactada en los convenios colectivos firmados en 2026?

Perguntar 1 de 3

¿Qué ocurrió con el poder adquisitivo de los salarios reales en España entre el primer trimestre de 2021 y el primer trimestre de 2026 según la OCDE?

Perguntar 2 de 3

¿Qué previsión hace la OCDE para los salarios reales en España durante 2026 y 2027?

Perguntar 3 de 3

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?