O BCE constata uma moderação no avanço dos salários acordados na zona do euro no segundo trimestre

A subida dos salários pactuados na eurozona é freada em 2,44% interanual no segundo trimestre de 2026, segundo os últimos dados do BCE.

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O ritmo de crescimento dos salários negociados na zona euro moderou-se no segundo trimestre de 2026, quando o aumento anual situou-se em 2,44%, abaixo dos 2,56% registrados nos três primeiros meses do ano, de acordo com os números divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central Europeu (BCE).

Esse avanço das remunerações pactuadas entre abril e junho de 2026 representa o menor aumento anual desde o terceiro trimestre do exercício anterior, período em que a subida limitou-se a 1,95%.

Ainda assim, o crescimento atual dos salários negociados continua muito distante dos 5,55% anotados no terceiro trimestre de 2024, que marcou o máximo histórico da série.

O indicador salarial elaborado pelo BCE, publicado uma semana depois da última reunião de política monetária do Conselho de Governo, projetava um aumento de 2,3% em 2026 e de 2,7% no primeiro trimestre de 2027.

A presidenta do banco central, Christine Lagarde, já havia apontado que esse rastreador salarial e as sondagens sobre expectativas de remunerações "continuam apontando para um crescimento salarial moderado nos próximos trimestres", pelo que a francesa ressaltou a necessidade de acompanhar de perto como a intensidade e a persistência do encarecimento da energia influenciam na formação de preços e salários, nas expectativas de inflação e no comportamento geral da economia.

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