O Brent ultrapassa os 95 dólares após novos ataques dos EUA no Irã

O Brent supera os 95 dólares após novos ataques entre os EUA e o Irã, enquanto cresce a tensão no estreito de Ormuz e na cúpula do G20.

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O barril de petróleo Brent, referência para a Europa, superava o limiar de 95 dólares, com um leve avanço diário de 0,5%, após uma nova rodada de ataques dos Estados Unidos sobre território iraniano que desencadeou a represália de Teerã com bombardeios contra posições dos Estados Unidos no Oriente Médio.

Em paralelo, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, situava-se acima de 90 dólares por barril, embora sua cotação permanecesse praticamente estável ao longo da sessão.

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom) informou nesta terça-feira que suas forças realizaram ataques contra instalações vinculadas à Guarda Revolucionária Islâmica iraniana em vários pontos do país, após a última série de bombardeios executados por suas tropas contra a ilha iraniana de Larek.

Como resultado dessas ações, o número de falecidos na República Islâmica aumentou para 18, segundo confirmaram as autoridades, que precisaram que entre as vítimas fatais figuram quatro pessoas que assistiam a um casamento na localidade de Kohstak, no sul do país.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou uma série de ataques contra interesses americanos na região, principalmente em áreas próximas ao estreito de Ormuz.

"Os valentes combatentes da Guarda Revolucionária Islâmica deram uma resposta contundente aos agressores e, em sua primeira ação, derrubaram o 50º drone avançado MQ-9 do Exército dos Estados Unidos invasor, equipado com o novo sistema de defesa aeroespacial", asseguraram em um comunicado.

Por sua parte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou que lhe dá "completamente igual" se Teerã assina um acordo e rejeitou estar "tentando obrigar o Irã a sentar-se à mesa de negociações com esses novos ataques. Além disso, o inquilino da Casa Branca apontou que Washington tem um controle "quase total" do estreito de Ormuz.

"Gosto muito mais da nossa posição atual, com um controle quase total do estreito de Ormuz e sua economia em pleno colapso. Simplesmente estão vivendo o inevitável", apontou o mandatário em uma mensagem nas redes sociais.

Faz um pouco mais de uma semana, os Estados Unidos iniciaram uma ofensiva econômica com o objetivo de cortar todas as vias de financiamento do Irã dentro do denominado 'Dia D econômico', que busca o isolamento completo da economia iraniana, uma operação batizada como 'Pária Econômico'.

No âmbito dessa estratégia, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos direcionou sua primeira ação contra o banco Misr, a segunda entidade financeira mais importante do Egito, para bloquear o acesso de sua filial emiratense ao sistema financeiro americano por seus supostos vínculos comerciais com o Irã.

Cúpula do G20 e tensões pelo estreito de Ormuz

A reunião de ministros de Finanças e governadores de bancos centrais do G20, realizada na cidade americana de Asheville, concluiu nesta terça-feira com a divulgação de um comunicado conjunto para reforçar o crescimento econômico global, embora a China tenha decidido se desmarcar parcialmente pelo tom utilizado no texto.

Um dos elementos de desacordo, rejeitado por Pequim, foi o parágrafo em que se pedia "a navegação livre, segura e previsível através do Estreito de Ormuz" e o "funcionamento eficiente e fluido de cadeias de valor chave, como as de energia, alimentos, fertilizantes e minerais críticos".

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