O PSOE rejeitou esta quarta-feira no Congresso a iniciativa do Podemos que propunha a criação de um supermercado público e a limitação das margens de lucro das grandes distribuidoras de alimentos, com especial atenção aos produtos considerados básicos ou essenciais.
Essas duas medidas faziam parte de uma moção consequência de uma interpelação urgente dirigida ao vice-presidente primeiro e ministro da Economia, Carlos Cuerpo, debatida na Plenária anterior.
Em ambas as propostas, tanto na de fixar um teto às margens empresariais como na de colocar em marcha um supermercado público, os socialistas votaram contra. Sumar, parceiro minoritário do Governo, optou neste caso pela abstenção. Nenhuma das duas avançou devido ao rejeição também expressa pelo PP, Vox e Junts, que em conjunto somam maioria absoluta.
Abstenção diante da redução por decreto dos aluguéis
A moção incorporava além disso outras medidas econômicas que o Podemos defende há tempo, entre elas reduzir por lei em 40% o valor de todos os aluguéis em relação aos preços atuais. Nesta votação, tanto o PSOE quanto o Sumar se abstiveram, e a proposta também não conseguiu o apoio suficiente da Câmara.
O Governo de coalizão também se absteve em outras iniciativas que não alcançaram a maioria necessária, como a expropriação de habitações turísticas ilegais nas mãos de grandes proprietários, a implementação de um plano estatal de gratuidade e reutilização de material escolar e a garantia do acesso universal a materiais pedagógicos diversos, duráveis, reutilizáveis e sustentáveis.